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Limites da Solidariedade.

sexta-feira, 18 de março de 2011


Obviamente a compaixão por um ser indefeso e irracional vale ABSOLUTAMENTE mais do que a defesa por um semelhante, marginalizado e miserável.


visto no treta

1 milhão sem preconceito

sábado, 5 de fevereiro de 2011




Faça parte da campanha para mostrar que juntos, somos mais fortes que o preconceito.

A meta:
Reunir um milhão de seguidores para o Thiago, voluntário do Grupo Vhiver, uma ONG que cuida de HIV positivos e é reconhecida pelo UNICEF.

É pensar grande?
Talvez. Mas talvez seja apenas pensar do tamanho que a causa merece.

A lógica é simples: você ajuda seguindo o Thiago no twitter @thiagovhiver. O Thiago ajuda o Grupo Vhiver, que passa por dificuldades financeiras, a conseguir mais visibilidade e recursos. E o Grupo Vhiver continua ajudando os soropositivos com apoio psicológico, alimentação e assistência básica.

Saiba mais do projeto acessando www.1milhaosempreconceito.com.br

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Segue abaixo, o vídeo da campanha:






Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Marcello Casal Jr/ABr

O consumo de água não potável provocou uma epidemia de cólera no Haiti, deixando mais de mil mortos

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.".

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

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A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU."

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu "resultados impressionantes" em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

A formação médica em Cuba dura seis anos - um ano mais do que no Reino Unido - após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos - comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

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Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. "A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA ", disse o professor Choonara.

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: "Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa - de quem vender para nós - mas isso é muito caro por causa das distâncias."

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

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Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. "É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo."

Outros 49.000 alunos estão matriculados no "Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos", a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: "A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum."

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.


*Traduzido pela Carta Maior
Fonte: OperaMundi

Natal, dó e compaixão

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010



Chegada à temporada de fim de ano um espirito de solidariedade enche os lares de cada família ao redor do mundo. É como se num piscar de olhos o mundo todo se unisse pra fazer e ostentar o bem ao próximo e todo o espirito de natal.

É claro que isso gera frutos positivos para os que necessitam de ajuda e enfim recebem. O que deixa marcas é o abandono certo que essas pessoas vão sofrer, pois a cada fim de ano, da mesma forma como a solidariedade se instaurou ela se vai, pelo menos na maioria dos lares. “Não existe cheiro pior do que o da bondade estragada” já nos dizia Thoureau. E eu venho falar com o mesmo repudio por essas ações que se clamam solidarias. O fato das pessoas exercitarem o simples desencargo de consciência na época de natal é deprimente. As pessoas se tornam caridosas por mera convenção social e fazem o que inclusive a bíblia condena, deixam que a mão esquerda saiba o que a mão direita tem feito. Se a bondade lhe é um ato transitório que lhe ocorre em determinada época do ano, isso não lhe basta para se clamar solidário. A filantropia dos homens deve ser um ato constante.

Ignoramos o ano todo as injustiças e atrocidades do mundo, às vezes nem percebemos tal ato que já é uma pratica corriqueira, e ao final do ano enchemos nosso peito com o espirito natalino e nos clamamos boas pessoas, com boas intenções e caridosas com os que necessitam. O que as pessoas acreditam ser solidariedade é na verdade dó. Ao fim do ano somos mais atingidos por esse sentimento, e para nos livrarmos dele mentimos pra nós mesmos, como se um trocado no final do ano presenteasse vida nova a um morador de rua. O que falta às pessoas é compaixão, que diferente do sentimento de dó se estende por todo o ano. A compaixão que não tem hora, nem feriado, algo que se pratica sem ao menos perceber. Esse é o sentimento que deveria invadir os lares no natal, e quem sabe jamais ir embora.


Paulo Souza

Revolução cubana se move criticamente sobre si mesma

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Em 2011 se completarão 30 anos da minha primeira visita a Cuba. Eu trabalhava no Brasil com o método de Paulo Freire. Queria trazer a Cuba essa contribuição, estava convencido da importância política da metodologia da educação popular. Quando cheguei, havia preconceitos não só para com esta metodologia, mas também em relação à figura de Freire. Seu primeiro livro tinha causado certo receio entre os companheiros do Partido Comunista de Cuba.

Um marxista cristão, soava então contraditório: o marxismo era considerado uma fé e não se podia ter duas.

Então propus em Havana um Encontro Latino-Americano de Educação Popular. Os cubanos prepararam tudo; mas no encontro não havia nem um cubano. Dois anos depois, consegui que a Casa das Américas organizasse um segundo encontro. Vários cubanos compareceram como meros assistentes, diziam que em Cuba tudo era educação popular e não havia necessidade de ter uma equipe para isso. No terceiro encontro, a participação cubana já foi ativa. Assim surgiu a equipe do Centro Martin Luther King.

Mas Paulo Freire não é o primeiro latino-americano a falar dessa metodologia. Para fazer justiça com a história, o primeiro que praticou educação popular foi José Martí. Martí dizia que era necessário levar os professores aos campos. E com eles, a ternura que faz falta aos homens. Seguramente o Che tinha lido essa frase quando disse que havia que endurecer, mas sem perder a ternura. Para Martí, “popular” não o era no sentido de pobre, mas de povo. A distinção rígida que se aplicava na Europa entre classe operária e burguesia, não se aplicava à América Latina. A luta aqui era entre aqueles que lutavam pela justiça e aqueles que tentavam manter a injustiça. Tudo não se explica por origem de classe. Se todos os pobres fossem revolucionários, não haveria capitalismo na América Latina.

Talvez vocês não saibam que é um fato biológico que as águias podem viver 70 anos no máximo. Mas quando chegam aos 30 ou 40, propendem à morte porque suas garras e seu bico já não são fortes para destruir as carnes com que se alimentam. E quando sentem que podem morrer, voam para o alto de uma montanha e arrancam as próprias garras e o bico. Esperam meses ali, até que voltem a nascer. Assim vivem outros 30 ou 40 anos mais. Hoje, a águia é Cuba. Digo-o porque acabo de ler os Lineamentos para o 6º Congresso do Partido Comunista: a Revolução Cubana tem a capacidade de mover-se criticamente sobre si mesma para sair adiante. Suas redes de educação popular têm muita importância nisso.

Assisti muito de perto a queda do Muro (de Berlim) e hoje muitos se perguntam: como é possível que depois de 70 anos de socialismo, a Rússia seja um país conhecido pela extrema corrupção? Algo não funcionou: o socialismo cometeu ali o erro de construir uma casa nova sem saber fazer novos habitantes. Não se fazem homens e mulheres automaticamente. Os que nascem numa sociedade socialista, não nascem necessariamente socialistas. Todo bebê é um capitalista exemplar: só pensa en si mesmo. O socialismo é o homem político do amor. E o amor é uma produção cultural. Seu objetivo final é criar uma comunidade amorosa entre si e o mundo. Às vezes olvidamos um princípio marxista. Eu, frade, fui professor de marxismo e não é a única contradição de minha vida. O ser humano não é mecânico. Há duas coisas que não podem ser previstas matematicamente: o movimento dos átomos e o comportamento humano.

O trabalho político deve ir para cada um dos homens. Por isso a Revolução Cubana resiste, porque não é uma peruca que vai de cima para baixo, mas um cabelo que cresce de baixo para cima. Aqui houve uma revolução de caráter eminentemente popular. A vitória estratégica, de Fidel, não fala de educação popular; mas se fez.

Termino com uma parábola: havia um homem muito formado ideologicamente, poderoso em seu sistema; mas muito infeliz. Saiu pelo mundo na busca da felicidade. Chegou a um país árabe – onde se dão sempre as boas lendas – e quis comprá-la em seus mercados. Disseram-lhe que essa mercadoria não existia, mas por um jovem soube de uma tenda no deserto onde podia encontrá-la. Saiu em sua caravana de camelos, atravessou o deserto e viu a tenda com um cartaz que dizia: “aqui se encontra a felicidade”. Disse à vendedora: “diga-me quanto custa”. E ela respondeu: “não, senhor, aqui não vendemos felicidade, aqui a damos gratuitamente”. E lhe trouxe uma pequena caixa de fósforos com três pequenas sementes: a semente da solidariedade, a da generosidade e a do companheirismo. “Cultive-as – disse – e será feliz”. Muito obrigado.


Por Frei Beto ao Brasil de Fato

Chris Cornell feat. Chester Bennington - Hunger Strike

sábado, 4 de setembro de 2010

"Hunger Strike" é uma canção da banda norte-americana Temple of the Dog. Escrito pelo vocalista Chris Cornell, "Hunger Strike" foi lançado em 1991 como o primeiro single do álbum de estúdio da banda, Temple of the Dog (1991). Foi a música mais popular da banda. A canção chegou ao número quatro no Billboard Mainstream Rock Tracks.

Cornell disse que a letra de "Hunger Strike" expressar "um pouco de uma declaração política socialista." A canção expõe o tema de roubar pão para dar aos pobres e o protesto em solidariedade com eles através de uma greve de fome depois de testemunhar injustiça na distribuição de alimentos.










Doe Palavras

segunda-feira, 28 de junho de 2010


Um projeto para levar mensagens de força aos pacientes com câncer do Instituto Mário Penna.

"Muitas vezes o que nossos pacientes mais precisam é de escutar as palavras certas: mensagens positivas de amor, esperança e força têm o poder de transformar a maneira como eles enfrentam o câncer

Trabalhamos isso todos os dias. Mas com o Brasil inteiro do nosso lado vamos ficar mais fortes. Esse é o objetivo desse projeto: usar a inteligência coletiva para gerar um grande fluxo de mensagens do bem e levar toda essa força para dentro do Instituto Mário Penna.

Funciona assim: você manda sua mensagem através deste site ou do twitter usando o hashtag #doepalavras. Depois de passar por um filtro, ela é exibida em TV's dentro do Hospital Mário Penna, Hospital Luxemburgo e Casa de Apoio Beatriz Ferraz, em locais onde os pacientes mais precisam de força - como a sala de quimioterapia. A mensagens compiladas nesse projeto vão se transformar em um livro, que será doado para diversos hospitais

Contamos com você. Muitas vezes o que um paciente mais precisa é acreditar na cura."


Aqui você acessa o Doe Palavras, para deixar sua mensagem de apoio, e aqui, o site do Instituto Mário Penna.

Invasão da UDESC pela polícia.

domingo, 13 de junho de 2010


NOTA DE REPÚDIO À INVASÃO DA UDESC PELA POLÍCIA

Na noite de 31 de maio, frente a uma manifestação de estudantes na entrada principal do campus da UDESC no Itacorubi, contrária ao aumento das tarifas de ônibus urbanos na capital, uma ação da Polícia Militar, sob o comando do tenente-coronel Newton Ramlow, resultou na agressão, no espancamento e na detenção de pessoas, com invasão do campus da UDESC.

Apesar da alegação de “garantia da ordem e do direito de ir e vir dos cidadãos”, o aparato policial, paradoxalmente, prejudicou o fluxo de veiculos, confinou os estudantes dentro do campus e promoveu uma sucessão de atos de violência e brutalidade. Policiais armados de cassetetes, arma taser, gás pimenta e cães criaram um confronto desigual e inadmissível em contraste com os manifestantes, que promoviam uma passeata pacífica, fundamentada em uma postura de cidadania legítima e coerente com o que se espera de acadêmicos críticos e preocupados com os problemas da cidade em que vivem, entre eles, o estado vergonhoso do transporte coletivo de Florianópolis.

Este lamentável acontecimento foi presenciado por vários professores, que tentaram inutilmente mediar a situação, cujas consequências podiam ser visualizadas no terror dos estudantes acuados, temerosos diante da truculência dos policiais envolvidos.

A ADFAED - Associação dos Docentes da FAED e a APRUDESC – Associação dos Professores da UDESC consideram que o acontecido envolveu uma dupla violência: contra os manifestantes e seus direitos de livre expressão e associação, e contra a Universidade, cujo dever é justamente o de promover o debate, a reflexão, a crítica e o respeito aos direitos civis.

Repudiamos, portanto, a invasão do campus da UDESC pela polícia militar bem como as agressões cometidas contra os estudantes, e exigimos que as autoridades competentes atentem a seus deveres constitucionais, como requer um Estado democrático e de direito.

Ilha de Santa catarina, 1 de junho de 2010

ADFAED e APRUDESC

Abaixo, o vídeo gravada por uma estudante da invasão da polícia à UDESC:

7 crianças que fizeram diferença no mundo.

sábado, 12 de junho de 2010



7 - Anne Frank (1929 - 1945)

Annelies Marie Anne Frank era uma menina Alemã nascida judia na cidade de Frankfurt. Ela ganhou fama internacional após a publicação póstuma de seu diário onde contava suas experiências durante a ocupação alemã da Holanda na Segunda Guerra Mundial.
Anne e sua família mudou-se para Amesterdã em 1933, depois que os nazistas ganharam poder na Alemanha, e foram presos pela ocupação da Holanda, que começou em 1940. As perseguições contra a população judaica aumentou, a família se escondeu em julho de 1942 em quartos ocultos no escritório de seu pai, Otto Frank . Depois de dois anos, o grupo foi traído e transportados para campos de concentração. Sete meses após sua prisão, Anne Frank morreu de tifo em Bergen-Belsen, no dia da morte de sua irmã, Margot Frank. Seu pai, Otto, o único sobrevivente do grupo, retornou a Amsterdã, depois da guerra para descobrir que seu diário tinha sido salvo, e seus esforços levaram à sua publicação em 1947. Foi traduzido do original holandês e publicado pela primeira vez em Inglês em 1952 como O Diário de uma jovem. Anne Frank foi reconhecida pela qualidade de sua escrita, e se tornou uma das mais conhecidas e discutidas de vítimas do Holocausto.

Samantha Reed Smith foi uma estudante americana de Manchester, Maine, que se tornou famosa durante a Guerra Fria. Em novembro de 1982, quando Smith tinha 10 anos, ela escreveu ao líder soviético Yuri Andropov, buscando entender por que as relações entre a União Soviética e os Estados Unidos foram tão tensas. Sua carta foi publicada no jornal soviético Pravda. Samantha ficou feliz ao descobrir que sua carta tinha sido publicada, no entanto, ela não tinha recebido uma resposta. Ela então enviou uma carta ao embaixador da União Soviética para os Estados Unidos, perguntando se o Sr. Andropov não responde as cartas que recebe. Em 26 de abril de 1983, ela recebeu uma resposta do Andropov.
Smith atraiu a atenção da mídia extensiva em ambos os países como um "Embaixador de Boa Vontade", e ficou conhecido como "America's Youngest embaixador" que participam em ações de restabelecimento da paz no Japão. Ela escreveu um livro e co-estrelou uma série de televisão, antes de sua morte aos 13 anos em um acidente de avião .

Hector Pieterson (1964 - 16 de junho de 1976) se tornou um símbolo da revolta de Soweto na África do Sul do apartheid, quando uma fotografia de Hector sendo transportada por um colega, foi publicada em todo o mundo. Ele foi morto com a idade de 12, quando a polícia abriu fogo contra estudantes que protestavam em 16 de junho de 1976. Ficou como um símbolo de resistência à brutalidade do governo do apartheid. Hoje, é conhecido como Dia Nacional da Juventude - um dia em que os sul-africanos honra jovens e chamam a atenção para as suas necessidades.
Em 16 de junho de 2002, o Hector Pieterson Memorial e Museu foi aberto perto do lugar que ele foi baleado em Orlando West, em homenagem ao menino e os que morreram em todo o país no levantamento de 1976.

Iqbal Masih foi um menino paquistanês que foi vendido para uma indústria do tapete como um escravo na idade de 4 anos. Iqbal trabalhava com uma corda a um tapete tear em uma pequena cidade chamada Muridke perto de Lahore. Ele trabalhava doze horas por dia. Devido às longas horas de trabalho e a falta de alimentos e cuidados, Iqbal foi subdimensionado. Aos doze anos de idade, Iqbal era do tamanho de um menino de seis anos de idade. Na idade de 10, ele escapou da escravidão brutal e mais tarde se juntou a um Bonded Labor Liberation Front do Paquistão para ajudar a parar o trabalho infantil em todo o mundo, e Iqbal ajudou mais de 3.000 crianças paquistanesas que estavam em trabalho forçado. Iqbal deu palestras sobre o trabalho infantil em todo o mundo.
Ele foi assassinado no domingo de Páscoa de 1995. Assume-se por muitos de que ele foi assassinado por membros da "Máfia do tapete" por causa da publicidade que ele trouxe para a indústria do trabalho infantil. Alguns moradores foram acusados do crime, no entanto.
Em 1994, Iqbal foi agraciado com o Prêmio Reebok de Direitos Humanos. Em 2000, quando The World's Children's Prize para os Direitos da Criança foi criado, ele foi postumamente agraciado com este prêmio como um dos festejados em primeiro lugar.

Nkosi, nascido Xolani Nkosi, nasceu em Nonthlanthla Daphne Nkosi, um município a leste de Joanesburgo, em 1989. Ele nunca conheceu seu pai. Nkosi era soropositivo desde o nascimento, e foi legalmente adotado por Gail Johnson, uma profissional de Relações Públicas de Joanesburgo, quando sua própria mãe, debilitado pela doença, já não era capaz de cuidar dele. O jovem Nkosi Johnson primeiro veio a público em 1997, quando uma escola primária no subúrbio de Joanesburgo Melville se recusou a aceitá-lo como um aluno por causa de seu status de HIV-positivos. O incidente causou um furor ao mais alto nível político da África do Sul, que proíbe a discriminação em razão do estado de saúde e mais tarde a escola voltou atrás em sua decisão.
Nkosi foi o orador principal na 13th International AIDS Conference, onde incentivou a vítimas da Aids falar abertamente sobre a doença e buscar a igualdade de tratamento. Nkosi terminou seu discurso com as palavras.
"Cuidado para nós e nos aceitar - somos todos seres humanos. Somos normais. Temos as mãos. Temos os pés. Podemos ir a pé, podemos falar, temos necessidades como todos os outros - não tenham medo de nós - somos todos iguais! "
Ele se tornou um ícone da luta pela vida."
Junto com sua mãe adotiva, Nkosi fundou um refúgio para as mães HIV positivo e seus filhos, Nkosi's Haven, em Joanesburgo. Em Novembro de 2005, Gail representado Nkosi, quando ele recebeu postumamente a Paz Internacional da Criança prêmio das mãos de Mikhail Gorbachev. Nkosi's Haven recebeu dos E.U. um prêmio em dinheiro $ 100.000 da Fundação KidsRights, bem como uma estatueta, que foi nomeado em honra a Nkosi Nkosi Johnson.A vida de Nkosi é o tema do livro We Are All the Same por Jim Wooten.

Na idade de cinco anos, ele foi tirado de seus pais e por três anos trabalhou no campo. Depois que ele foi resgatado por ativistas de Bachpan Bachao Andolan, Om luta pela educação gratuita em sua terra natal. Em seguida, ele ajudou a criar uma rede que são conhecidas como aldeias "para crianças", lugares onde os direitos das crianças sejam respeitados e do trabalho infantil não é permitido. Ele também estabeleceu uma rede que visa dar a todas as crianças, uma certidão de nascimento como uma forma de ajudar a protegê-los da exploração. Ele diz que esse registo é o primeiro passo para a consagração dos direitos da criança, comprovando a sua idade, e ajudando a protegê-los da escravidão, o tráfico, o casamento forçado ou servir como crianças-soldados.
Ele foi premiado com a Paz Internacional da Criança Prêmio Sul Africano pelo ex-presidente FW de Klerk, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993.

Em 1999, quando tinha apenas oito anos de idade, sua escola foi fechada porque não havia professores. Thandiwe se recusou a aceitar isso e levou 60 outras crianças a pé para encontrar outra escola. Como resultado, todas as crianças foram levadas para o Cecup Jack School. Fortalecidos por esta conquista, Thandiwe vem lutando desde então para o direito à educação para todas as crianças. Thandiwe continua a impressionar, por exemplo, falando na igreja sobre crianças e aids - uma questão nem sempre facilmente discutidas nas igrejas. Com um amigo, ela escreveu e ilustrou um livro chamado "O Frango com AIDS", dizendo crianças jovens sobre os perigos da AIDS.
"É muito importante saber que uma criança também tem direitos. Na escola eu aprendi sobre direitos humanos. E então eu sabia que isso era algo que eu queria lutar. Porque se as crianças têm a oportunidade, eles com certeza podem contribuir para tornar este mundo um lugar melhor. "- Thandiwe Chama


Também conhecido como Kim Phúc (nascida em 1963), é embaixatriz da Boa Vontade da UNESCO. Entretanto, é conhecida como a garota que apareceu numa foto da Guerra do Vietnã.
Ela possuia cerca de nove anos na época da imagem, em que fugia de seu povoado, que estava sofrendo um bombardeiro de napalm. Até hoje, esta imagem, tirada em 8 de junho de 1972, é lembrada como uma das mais terríveis da Guerra do Vietnã. A fotografia foi tirada por Huynh Cong Ut da agência Associated Press e recebeu o Prêmio Pulitzer de 1973.
Hoje, Kim Phuc é Embaixatriz da Boa Vontade da UNESCO. Reside no Canadá e possui dois filhos.


Adaptado e Baseado na matéria do blog: Curiosa e Desocupada

Lamentável

terça-feira, 6 de abril de 2010


Se esse mundo é violento ou inculto devemos melhorá-lo. Destruí-lo só conduzirá à mais violência e incultura.

É pena, muita pena mesmo que a ignorância tenha tanto espaço e a racionalidade crítica cada dia menos. Estranho é que essa primeira frase possa ser apropriada por pessoas que defendem práticas violentas, o que demonstra o estado no qual nos encontramos. Estamos perdendo ótimas oportunidades por esse tipo de pensamento. A pregação de que estamos no pior dos mundos provoca apenas práticas destrutivas. O que é lamentável é que ninguém assume que o mundo que temos é o mundo que estamos fazendo. Se esse mundo é violento ou inculto devemos melhorá-lo. Destruí-lo só conduzirá à mais violência e incultura.


Mídia Independente por Luis Cesar Nunes

Ato mostra apoio a Cuba

O Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba realizará nesta quarta-feira (07), em São Paulo, um ato de apoio ao povo e ao governo cubanos. Os militantes estarão reunidos às 8h no consulado de Cuba na capital paulista, localizado na rua Cardoso de Almeida, 2115 (próximo a estação Sumaré do metrô).

Nessa data, representantes da União Geral de Trabalhadores (UGT) e de partidos como PSDB e Democratas irão ao consulado pedir "democracia" no país centroamericano e prestar "solidariedade" com as chamadas “damas de branco”, mulheres, mães e irmãs de presos políticos e de pessoas contrárias ao governo de Cuba.

"Mais uma vez a direita cumpre seu papel ao tentar garantir privilégios calcados na exploração de trabalhadores e trabalhadoras e, por isso, se enfurece com Cuba, que não permite essa exploração", afirmam em nota as organizações que compõem o Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba.


Leia, a seguir, a convocatória para o ato:



Prezada/os companheiros,

A direita, mais uma vez, tenta deslegitimar Cuba e sua revolução amplamente apoiada por sua população. Para garantir os interesses de um pequeníssimo grupo que tenta, de qualquer forma, manter privilégios em Cuba - como as "damas de branco"
reconhecidamente financiadas por Miami-, a direita no Brasil sai em defesa de supostos 'direitos humanos' que seriam violados no país. Mais uma vez a direita cumpre seu papel ao tentar garantir privilégios calcados na exploração de trabalhadores e trabalhadoras e, por isso, se enfurece com Cuba, que não permite essa exploração.

Desta vez a direita se traveste de organização sindical, que na realidade é orquestrada por PPS, PSDB e DEM, através da UGT. A UGT está convocando uma manifestação amanhã CONTRA CUBA, às 9h, em frente ao consulado de Cuba. NÃO DEIXAREMOS A DIREITA SEM RESPOSTA.

Convocamos toda/os militantes de movimentos sociais, sindicais, partidos e pessoas que defendem o direito a auto-determinação dos povos a comparecerem amanhã, às 8h, em frente ao Consulado de Cuba para unirmos nossas vozes em defesa de Cuba, de sua revolução e do direito do seu povo conduzir o rumo de sua história.

Levemos nossa bandeiras! Vistamos roupas coloridas! (porque os direitistas estarão de branco)

Data: 07/04, quarta-feira
Horário: 8h
Local: Consulado de Cuba em SP - Rua Cardoso de Almeida, 2115 (próx ao metrô Sumaré)


Em defesa da revolução cubana!
Pelo direito à auto-determinação dos povos!
Pelo fim do bloqueio midiático em relação a Cuba!
Em defesa dos direitos humanos praticados em Cuba!
VENCEREMOS!


Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba
www.solidariedadeacuba.org.br


fonte: Brasil De Fato
 

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