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PAISAGEM DA JANELA - Joálisson Gusmão

sexta-feira, 15 de abril de 2011


PAISAGEM DA JANELA

Joálisson Gusmão // Janeiro, 03 de 2011


Hoje deparei-me com o vento a desanuviar o céu, quando, ao abrir a janela do meu quarto, contemplava o nascer do sol nos primeiros dias do ano, e percebi que, na vida, tudo é efêmero, como a brisa que balançava a cortina, ao entrar pela janela de vidro aberta.


Do alto, vi pessoas andando, indo e vindo, num vai-e-vem desenfreado, como se a vida se resumisse em pequenos passos que formam uma curta jornada. O pior é que assim é a realidade. Caminhar para a morte; à eternidade, para alguns, já outros... as reticências falam por si só.


Observei que nas ruas havia máquinas sustentadas por quatro circunferências, duas ou mais e questionei-me por que tantas invenções passavam por ali. Talvez as pessoas usem isso para fugir da realidade, para se protegerem, para se sentirem superiores. Afinal, somos todos iguais, vivendo de aparências, abolindo o interior.


Olhando o céu novamente, revoadas passavam sem destino contrastando a escuridão do horizonte poluído pelo bicho-eu, pelo bicho-você, pelo bicho-ser-humano.


Na travessia da rua, pais exortavam seus filhos no meio da faixa de pedestres, no momento em que o sinal vermelho alertava os passageiros. Mais uma vez começou a correria, a competição de quem chegava primeiro: se o homem, com suas duas pernas – uma ou nenhuma – ao outro lado da rua ou se os automóveis até o próximo sinal que já se fechara.


Após fazer toda esta análise, afastei-me da janela. Tudo isso foi observado em questão de segundos, porém atentei-me apenas quando comecei a escrever. Percebi que uma lágrima, ao banhar meus olhos, delineava meu rosto e atentei-me que tudo aquilo era minha vida: rápida, suja, conflituosa, apressada, maquiada e instantânea como a paisagem que, num estalar de dedos, se desfez.




Quesito revolução: deeeez!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Recheados de simbolismo, os 2,5 mil integrantes da escola de samba catarinense União da Ilha da Magia levaram para avenida uma bateria fardada de guerrilheiros, um carro alegórico com a escultura de José Martí, um casal de porta-bandeiras ilustrando a amizade Cuba-União Soviética e toda uma aula de história ao ritmo de samba.

O sambódromo Nego Quirido viu desfilar o antes, o durante e o depois da Revolução Cubana. As primeiras dentre as 22 alas representavam o “Tio Sam” e o “Paraíso de ricos e milionários”. Um carro alegórico em forma de tanque de guerra, trazendo a bordo um sósia de Che Guevara ao lado da filha do revolucionário, Aleida Guevara, simbolizava a tomada do poder. Alas intituladas “Nacionalização das empresas estrangeiras”, “Reforma agrária”, “Saúde para todos”, “Indústria farmacêutica e biotecnologia”, “Esporte – conquista de medalhas”, “Educação para todos” (composta apenas por crianças), entre outras, trouxeram as conquistas da Revolução.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o presidente da União da Ilha da Magia, Valmir Braz de Souza, fala da relação da escola com a política e conta um pouco da trajetória da jovem agremiação – que tem apenas três anos – neste carnaval.

Brasil de Fato – Por que Cuba? Como surgiu a idéia de ter o país como centro do enredo?

Valmir Braz de Souza – Eu sou do movimento sindical, atualmente coordenador geral do Sindsprev/SC [Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal no Estado de Santa Catarina]. No ano passado participei da 14º brigada sul-americana de solidariedade ao povo cubano. Fiquei três semanas lá nesta brigada organizada pela associação José Martí. Era janeiro e a preparação para o carnaval estava no auge. Então, quando estava lá, com aquela musicalidade, com a recepção que tive, surgiu a idéia de propor Cuba para o enredo do ano seguinte [2011]. Eu não era presidente da escola, era diretor. Levei a idéia para a diretoria, discuti com o carnavalesco Jaime Cesário, que foi a Cuba, ficando duas semanas junto com o diretor de carnaval da escola, Joel Brito Júnior. Daí, gostamos do enredo que eles prepararam, a comunidade gostou e começamos a trabalhar. Desenho de fantasias, preparação dos carros. O concurso para escolher o samba foi inédito, tivemos seis sambas inscritos. Apresentamos o projeto para o cônsul cubano no Brasil, apresentamos para a embaixada em Brasília, e eles também gostaram.

Cuba financiou a escola?

Não, o enredo não foi comercializado. Há escolas que o vendem, nós não. A escola se paga com ensaios que fazemos durante o ano – que estavam sempre lotados –, com os produtos que vendemos da escola – vendemos mais de 5 mil camisetas feitas para o enredo deste ano – e com a venda de fantasias – todas foram vendidas e se tivéssemos mais mil, venderíamos também porque a procura foi enorme. Foi surpreendente a aceitação que a escola teve este ano e nós somos caçulas, temos só três anos, enquanto outras já têm 20, 30 anos. Além disso, também recebemos recurso público, através de um projeto que temos na Lei Rouanet e também porque aqui em Santa Catarina a liga de escolas ainda não é dona do carnaval, mas a prefeitura. A gente quer acabar com isso, mas existe uma verba do governo.

Como vocês foram tratados pela mídia, uma vez escolhido Cuba como tema para o enredo?

O Reinaldo Azevedo, da Veja, nos atacou em seu blog, que chegou a mais 800 comentários quando ele falou de nós. Fora o Azevedo, a maioria das reportagens foi favorável. Com a confirmação da vinda da Aleida Guevara [filha de Ernesto Che Guevara] para o desfile tivemos até mídia internacional. E quando fomos para a avenida já éramos considerados favoritos. Entramos bem, queríamos fazer um desfile técnico perfeito para não dar sustentação às críticas políticas. E fizemos um belíssimo carnaval.

Havia alguém de Cuba, além da Aleida Guevara, no desfile?

O cônsul de Cuba veio, mas para assistir ao desfile. Teve um cubano que mora em Salvador, na Bahia, que veio só para desfilar na escola.

A passagem da Aleida Guevara por Santa Catarina incluiu outras atividades além do desfile?

Ela participou de várias palestras, lotadas, sobre o dia da mulher, visitou o Hospital Infantil, ela que é médica, uma universidade pública, tudo junto ao movimento social e sindical de Santa Catarina. E desfilou muito bem. Até no desfile das campeãs ela desfilou. Interessante que ela sempre era perguntada pela imprensa sobre a homenagem que estava sendo feita ao pai dela e ela enfatizava que a homenagem era ao povo cubano. E essa era realmente a nossa idéia.

Vi o desfile na internet e a Aleida Guevara comentou durante a transmissão que havia militantes do MST no desfile. Tinha presença de muitos militantes?

Havia muita gente do movimento sindical e social, o prefeito de Brusque, do PT, um deputado estadual do PDT, um major da Polícia, um diretor da Defesa Civil, pessoas que foram atraídas pelo tema. Os militantes do MST estavam na arquibancada, com uma faixa, algo inédito em nosso carnaval.

Pode-se dizer que a escola é de esquerda?

Não. A única relação que a escola tem é que como eu sou dirigente sindical, sou do Psol, fui dirigente da associação de moradores. E quando eu estava lá, quando a escola ainda era um bloco, me pediram ajuda para fazer o carnaval no nosso bairro, a Lagoa. Depois fui convidado para ser da diretoria do bloco. Mas a escola não tem filiação partidária, eu tento separar isso, os outros diretores não são de partido.

Você vê na escola de samba uma forma de fazer política?

Sim, não tenho dúvida disso. Se me mandar sambar eu não vou saber. A gente ocupa um espaço numa comunidade, tem um espaço político muito grande, mas não é um espaço político partidário. O samba abre fronteiras para o espaço comum. E neste ano ajudamos a levar o tema de Cuba para outros espaços. Uma professora, que comentava o desfile na RBS, disse que a União da Ilha da Magia inovou e abriu um horizonte que não havia, trazendo para dentro do carnaval um tema da esquerda brasileira, que ela não via problema nisso, isso é importante. E é legal perceber também como o carnaval cresceu este ano no estado, atraindo mais público, escolas mais fortes, mais bonitas. E este carnaval consagrou o enredo que homenageia o povo cubano.

Vocês seguirão com temas políticos para o próximo carnaval?

Somos uma escola nova que não tem os vícios das escolas antigas, o que nos permite inovar. Mas ainda faremos um planejamento para 2012. Claro que com a repercussão de Cuba podemos ir para temas políticos, mas não é certo. Temos na história de Santa Catarina vários temas políticos, como A Novembrada, a República Juliana, o Contestado. Mas não quer dizer que seguiremos só com política.


*Valmir Braz de Souza, de 48 anos, é presidente da escola de samba União da Ilha da Magia, de Florianópolis (SC), e coordenador geral do Sindsprev/SC.

Por Vinicius Mansur ao Brasil de Fato




Festival internacional de documentários "É tudo verdade"

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O festival internacional de documentários É tudo verdade chega esse ano a sua 16ª edição. Em São Paulo ele acontece entre 31 de março e 10 de abril (próximo domingo), e no Rio entre 1 e 10 de abril, e são quase 100 filmes na programação, entre mostras competitivas, especiais e retrospectivas. O DAR indica neste DDD alguns documentários que abordem de alguma forma a problemática das drogas ou dos direitos humanos de forma mais ampla, e aguardamos as opiniões dos que assistirem.

O Sicário – Quarto 164

Polêmico filme toca na questão da guerra às drogas no México a partir de uma entrevista com um suposto ex-sicário – os sicários são os capangas principais dos chamados “capos”, os líderes das organizações comerciantes de drogas no país. Realizada toda em um hotel, a entrevista aborda desde detalhes de uma tortura até estratégias de sequestro, e especula-se no México que o filme não é exibido por lá porque ninguém tem coragem de bancá-lo em cartaz – o risco de represálias é muito grande. Veja sinopse e horários de exibição aqui.

Katka

“Ao longo de 14 anos, a diretora Helena Třeštíková acompanhou a história de sua personagem, Katka. Conheceu-a quando tinha apenas 19 anos de idade, mas já carregava um histórico de quatro anos de vício em drogas. Naquele momento, procurava ajuda numa comunidade terapêutica. Nesse período, a diretora foi capaz de manter contato com a jovem, seguindo suas pistas às vezes com extrema dificuldade. Abandonando e retomando a heroína, Katka mudava constantemente de endereço e telefone. Não raro, vivia nas ruas. O filme acompanha suas descidas ao inferno da dependência química e a frenética alternância de intenções de recuperação, tentativas frustradas de cura e novas esperanças – especialmente diante de uma possível gravidez.” Veja horários de exibição aqui.

The Arbor

“Misturando documentário e ficção, a cineasta estreante Clio Barnard recupera a figura da dramaturga britânica Andrea Dunbar (1961-1990). Autora precoce, ela escreveu sobre suas experiências pessoais nas peças “The Arbor”, “Rita, Sue and Bob Too” (adaptada no filme “Rita, Sue & Bob Nu”, de Alan Clarke) e “Shirley”, nas quais abordou sexo, namorados violentos e alcoolismo – ao qual se atribui sua morte precoce, aos 29 anos. Reencontra-se no filme a voz da autora em seus personagens ficcionais e, igualmente, uma outra visão sobre ela nos depoimentos de suas filhas, Lorraine e Lisa, que têm opiniões bastante conflitantes sobre a mãe.” Veja horários de exibição aqui.

Reagan

Documentário sobre esse ex-presidente estadunidense, um dos pioneiros da Guerra às drogas em escala global, e também um de seus principais defensores. Como aponta a sinopse: “O eixo central do filme está no emparelhamento das contradições deste personagem único – um Democrata cuja família foi salva da Grande Depressão pelo New Deal de F.D. Roosevelt, que presidiu o Sindicato dos Atores dos EUA e tornou-se um Republicano aliado da desregulamentação total da economia e um cruzado feroz contra o liberalismo, cuja influência perdura em nossos dias”. Veja horários aqui.

Position Among the Stars

Por 12 anos, o diretor Leonard Retel Helmrich veio acompanhando a vida de uma família indonésia, moradora nas favelas de Jacarta. Seguindo o rastro de uma história desdobrada nos dois premiados filmes anteriores sobre o tema, “The eye of the Day” e “Shape of the moon”, este documentário aprofunda o retrato de um cruel microcosmo, em que a corrupção, os conflitos religiosos, o vício do jogo e o abismo entre ricos e pobres continuam a semear a desigualdade e a violência.” Veja horários.

Land Of Opportunity

O filme retrata o longo e árduo processo de reconstrução da cidade de New Orleans, devastada pelo furacão Katrina, em 2004. Acompanha-se os esforços de moradores em diversas situações, desde famílias que se dividiram, com parte de seus membros mudando-se para outras cidades, até outros que insistiram em permanecer, lutando pela reabilitação de suas comunidades. Entre os participantes deste complicado processo, em que se chocam múltiplos interesses econômicos e políticos, figuram diversos imigrantes, inclusive brasileiros.” Horários aqui.

Vale dos Esquecidos

Conhecida na década de 70 como o “maior latifúndio do Brasil”, ocupando cerca de 1,5 milhão de hectares, a fazenda Suiá-Missu, no Mato Grosso, tornou-se palco de uma das maiores, mais demoradas e trágicas disputas por terras do país. Nascendo sobre território originalmente ocupado pelos índios Xavantes, que foram deslocados à força em meados dos anos 60, o antigo projeto agrícola passou pelas mãos de diversos proprietários, sendo até hoje alvo de inúmeras e irresolvidas disputas judiciais. O resultado é uma situação explosiva, de intensa devastação ambiental e em que vários grupos lutam por trechos da antiga fazenda: os Xavantes, que voltaram por sua conta a partir dos anos 2000; grileiros, que se apropriam à força da terra e vendem lotes que não possuem; posseiros; e fazendeiros, como o norte-americano John Carter.” Horários aqui.

You Don’t Like the Truth – 4 Days Inside Guantánamo

Baseado em sete horas de material inédito, cuja divulgação foi recentemente liberada pela justiça do Canadá, este documentário revela trechos de um contato entre agentes secretos canadenses e um prisioneiro de Guantánamo, Omar Khadr, capturado quando ainda era menor de idade, aos 15 anos. Há oito anos mantido na temível prisão, acusado de matar um soldado norte-americano no Afeganistão, Khadr, um cidadão canadense, nunca foi condenado. Ele denuncia ter sido submetido a torturas e nunca ter recebido tratamento médico adequado, apesar de ter sido gravemente ferido por ocasião de sua prisão. Entrevistas com seus advogados, companheiros de cela e um de seus interrogadores americanos, fornecem elementos para o estabelecimento de um caso em que os conceitos de justiça e direitos humanos são postos à prova.” Horários aqui.

Aterro do Flamengo

“Uma câmera estática flagra, em tempo real, uma cena urbana, seguindo as reações de um grupo de pessoas a uma tragédia em plena rua, em espaço público. Pessoas param, olham, intervêm. Ou não percebem nada, continuando sua rotina inalterada. A espera de providências, o vai-e-vém, a curiosidade, a surpresa, a exasperação, os sons da rua, a expectativa, tudo isso entra na composição de um filme que se identifica com a onipresença e a impessoalidade de uma câmera de segurança, mas cuja intencionalidade flagra de longe mas de maneira profundamente reveladora um estado de coisas de uma grande cidade, de um país e de uma época.” Horários aqui.


Fonte: Coletivo DAR (Desentorpecendo a Razao)

"A velha senhora asmática"

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Segue abaixo uma passagem do livro "De moto pela América do Sul" de Ernesto CHE Guevara (seu diário que relata os acontecimentos de sua viagem). Nesta passagem Che e Alberto estão na cidade de Valparaíso, Chile, e durante sua estadia nesse lugar, Ernesto vai ver uma velha senhora que conheceu num bar local que está muito doente e necessita das habilidades médicas do rapaz. O trecho em questão tem caráter altamente reflexivo e faz críticas à hierarquia social que colocou a velha mulher em situação de não conseguir pagar por medicamentos tendo apenas que esperar a chegada da morte.


" É em casos como esses, quando um médico percebe que não pode fazer nada, que ele deseja a mudança; uma mudança que impedisse a injustiça de um sistema no qual até um mês atrás essa pobre mulher tinha de ganhar seu sustendo trabalhando como garçonete, respirando com dificuldade, ofegando, mas, encarando a vida com dignidade. Nestas circunstâncias, as pessoas de famílias pobres que não podem se sustentar são rodeadas por uma atmosfera de aspereza mal disfarçada; deixam de ser pais, mães, irmã ou irmão para tornar-se apenas um fator negativo na luta pela sobrevivência e, por extensão, fonte de amarguras para os membros sadios da comunidade que se ressentem de sua doença como se fosse um insulto pessoal contra aqueles que têm que apoiá-los. É ai, no final para as pessoas cujos horizontes nunca ultrapassam o dia de amanhã, que nós percebemos a profunda tragédia que circunscreve a vida do proletariado em todo o mundo.Nesses olhos moribundos existe uma humildade apelo por perdão e também, muitas vezes, um pedido desesperado de consolação que se perde no vácuo, da mesma maneira como seu corpo desaparecerá logo em meio ao vasto mistério que nos cerca.Quanto tempo mais esta ordem atual, baseada na ideia absurda de classes sociais, vai durar eu não sei, mas é chegada a hora em que o governo gaste menos tempo propagandeando suas próprias virtudes e comece a gastar mais dinheiro, muito mais dinheiro, financiando projetos úteis para a sociedade. Não havia muito que eu pudesse fazer por aquela mulher doente. Eu simplesmente aconselhei-a quanto a sua dieta e receitei um diurético e algumas pílulas para asma. Eu ainda tinha alguns tabletes de dramamina e deixei-os com ela. Quando saí, fui seguido pelas palavras de agradecimento da pobre velha e pelo olhar indiferente dos familiares".

Bakunin sobre as autoridades

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


Segue abaixo um trecho do livro Deus e o Estado, de Mikhail BAKUNIN (teórico político russo, principal expoente da ideologia anarquista). Neste trecho será possível perceber claramente a perspectiva contrária a toda e qualquer forma de dominação hierárquica na relação entre os homens. O desprezo pelas formas de governo, que limitam as capacidades dos cidadãos, reprimem suas opiniões e forjam padrões a serem seguidos. Num sistema capitalista, como o que ainda vivemos, há a sobreposição de uma elite (minoria) abastada que vive em dependência da miséria de muitos e, diante desse fato, Bakunin destaca sua rejeição a qualquer posição de privilégio que possa fazer um homem crer que é melhor, mais rico, importante ou capaz do que outro.

"Decorre daí que rejeito toda autoridade? Longe de mim este pensamento. Quando se trata de botas, apelo para a autoridade dos sapateiros; se se trata de uma casa, de um canal ou de uma ferrovia, consulto a do arquiteto ou a do engenheiro. Por tal ciência especial, dirijo-me a este ou àquele cientista. Mas não deixo que me imponham nem o sapateiro, nem o arquiteto, nem o cientista. Eu os aceito livremente e com todo o respeito que me merecem sua inteligência, seu caráter, seu saber, reservando todavia meu direito incontestável de crítica e de controle. Não me contento em consultar uma única autoridade especialista, consulto várias; comparo suas opiniões, e escolho aquela que me parece a mais justa. Mas não reconheço nenhuma autoridade infalível, mesmo nas questões especiais; consequentemente, qualquer que seja o respeito que eu possa ter pela humanidade e pela sinceridade desse ou daquele indivíduo, não tenho fé absoluta em ninguém. Tal fé seria fatal à minha razão, à minha liberdade e ao próprio sucesso de minhas ações; ela me transformaria imediatamente num escravo estúpido, num instrumento da vontade e dos interesses de outrem." Mikhail Bakunin.


Para os interessados, download do livro na íntegra, disponível aqui.




Resenha de A Parábola do Cágado Velho.

sábado, 13 de novembro de 2010



A Parábola do Cágado Velho, de Pepetela.


A estória se passa na atual África, em Angola. Ulume vive em um kimbo (aldeia) com sua primeira mulher Muari e seus dois filhos Luzolo, o mais velho, e Kanda. Ulume acredita que um cágado(I) velho que habita as proximidades de sua aldeia possui uma sabedoria especial e superior.


Pouco tempo depois, inicia-se uma guerra civil, que acaba por trazer miséria à aldeia onde Ulume morava. Desesperado, ele e sua família desejam se mudar para um local afastado (Vale da Paz), onde todo sofrimento proveniente da guerra não os atinja. Nesse contexto, seus dois filhos tomam partidos em lados opostos na guerra, virando combatentes e inimigos.


Ulume acaba conhecendo Munazaki, uma jovem por quem se atrai. Após se apaixonar por ela e vê-la antes de sua morte num sonho(II), a pede em casamento(III).


Munazaki e os filhos de Ulume são contra o casamento (acreditam em direitos iguais entre homens e mulheres, oposto com o que regiam as tradições angolanas). Porém, após negar o pedido, ela vê a depressão se abatendo em Ulume e aceita. A nova família se muda para o Vale da Paz


Certo dia Luzolo retorna para casa, sem armas, anunciando o fim da guerra. Ulume procura Kanda esperando reunir a família, porém, o filho mais novo acredita na continuidade da guerra e se mantém em seu posto.


Certo dia Munazaki some, só tornando a aparecer depois de anos, e ao retornar, admite que fugira em busca de Kanda e de Calpe (cidade fictícia dos sonhos, moderna). Porém, falhara em seu caminho, fora violentada, feita de escrava, perdera sua juventude. Pensava apenas em voltar para o lugar onde realmente a amavam.


Ela pede perdão a Ulume, que fica dividido em aceitar (e ser desonrado perante as tradições), ou seguir seus costumes, renegando-a. Contudo, ele pensa que se aceitá-la, pode acabar fazendo seus filhos se reaproximarem, e adotarem tal gesto de perdão entre eles também. Então, a fim de solucionar essa problemática, ele procura o cágado.


“O cágado olha para ele e confirma três vezes com a cabeça, numa clara aceitação. Com a aquiescência do cágado, Ulume decide perdoar. Esta decisão entre seu peito de esperança. Uma esperança que brilha como uma estrela no céu.”


(I) Os cágados são répteis da Ordem Testudinata (a mesma das tartarugas), da família Chelidae.

(II) Nas tradições do povo angolano, se em sonho em que você estiver prestes a morrer acabar vendo a imagem de uma mulher, deve casar-se com ela.

(III) O casamento com mais de uma mulher é permitido segundo os costumes angolanos mais tradicionais.



___________


Análise:


Após a leitura, torna-se perceptível o tom simbolista dado por Pepetela, sua preocupação filosófica e existencial cria um conectivo entre as tradições passadas de Angola, e as novas regras do mundo moderno.


Ao mesmo tempo em que há o embate entre tais conceitos relativamente opostos, há também a miscigenação deles. As metáforas e a presença de um animal sábio deixam claras as dúvidas e incertezas do homem em suas ações. Não há uma verdade absoluta, nem uma certeza inquestionável mesmo com todo o tradicionalismo da sociedade, as atitudes das personagens exemplificam valores existentes e aqueles que estão se perdendo atualmente. O fato de uma guerra dividir uma família pode simbolizar o fato de características étnicas, religiosas, políticas dividirem um país e criarem um confronto, por exemplo.


O uso das tradições só deixa transparecer o forte patriotismo de Pepetela. A aglutinação entre o “velho” e o “novo” relata nada mais do que a atual situação do país (e porque não do mundo), em que o alto número de migrações acaba por miscigenar ainda mais os povos, colocando de lado grupos étnicos determinados, e criando uma identidade única: a humana.


Em sua obra, Pepetela incita o leitor a pensar na sociedade, instiga o raciocínio que reflita sobre morais e valores essenciais para a boa vivência em qualquer lugar e que hoje, podem estar sendo perdidos. A obra demonstra como a maldade e a ganância do homem podem destruir não só paisagens, mas também famílias. Além de deixar claro ao leitor o quão importante é o pensamento coletivo, e como se faz necessário em tempos de individualismo e exaltação material.


O desfecho cria uma pontada de esperança, mostrando que a mudança pode acontecer, e que a bondade dos homens pode se sobrepor a toda agonia causada por alguns grupos. A sobreposição do “nós” em relação ao “eu” depende apenas da compaixão.


Luccas M.

Alienação: O Mal Atemporal

segunda-feira, 23 de agosto de 2010







A preferência por manter-se alheio à realidade pode encontrar-se em diversas situações e ultrapassa os limites temporais.


A grande quantidade de informações oferecidas pela mídia garante a muitas pessoas o sentimento de pleno conhecimento sobre os mais variados assuntos, e seus programas de entretenimento asseguram a permanência do telespectador em frente ao televisor, atrapalhando as relações familiares, e principalmente, impedindo análises e discussões acerca do conteúdo e de sua forma de abordagem pelos veículos midiáticos. Esses fatores contribuem para a alienação das massas que, muitas vezes preferem manter-se distantes da verdadeira realidade por pura preguiça de procurar novas informações ou pelo medo da rejeição do grupo ao qual pertencem por possuírem ideias diferentes das dos demais.


A percepção dessa situação não é recente e pode ser encontrada no “Mito da Caverna” de Platão, no qual os três prisioneiros julgavam como única verdade as sombras que enxergavam (já que eram sua única “visão” do mundo exterior) e caso algum escapasse da prisão e tivesse real conhecimento do que o cercava iria preferir manter-se calado a ser julgado como diferente ou até mesmo ser morto.


Mesmo após muitos séculos do mito, o homem encontrou outros meios de permanecer preso “olhando as sombras”, através da mídia e sobretudo da televisão, que lhe oferece notícias prontas e comentadas, diversão, conforto, etc. A facilidade com que essas informações chegam até o público, e a veracidade com que são transmitidas servem para que a grande massa as tenha como verdades absolutas, sem questioná-las por temerem conflitos e julgamentos que podem surgir, além disso, a força das mídias é grande e tenta silenciar aqueles que dela discordam, utilizando todas as armas de que dispõem, inclusive a censura e a coação que ficam encobertas por belos comerciais, novelas, seriados e noticiários de credibilidade que estão presentes e enraizados há tanto tempo nas famílias mundiais.


Cabe à população romper com essa visão conformada e atentar-se mais e questionar, criticar e investigar aquilo que lhe é transmitido, saindo de sua “zona de conforto” e de sua ignorância para assim construir países mais justos, políticos mais honestos e adquirir um papel mais ativo e fundamental na sociedade, pois sem grande revoluções ideológicas não seriam alcançadas tantas medidas hoje consideradas básicas.


Por: M. Beatriz

O Carma e suas leis

sábado, 15 de maio de 2010




- O Carma :

O carma (ou karma) é um conceito central nas religiões orientais como o hinduísmo, budismo, siquismo e o jainismo. A palavra "carma" vem do sânscrito "karman", que significa "agir". Em geral, acredita-se que as ações influem na qualidade de nossa presente vida e nas futuras. Boas ações criam um bom carma e más ações, um carma negativo. Os efeitos do carma podem se manifestar imediatamente, no final da vida ou após muitas vidas. Algumas religiões vêem o carma como a lei que rege a reencarnação. Outras acreditam que o carma é algo particular, que acompanha nossa alma e precisa ser removido através de atos de devoção.

No Ocidente, a idéia relativamente moderna de carma não é bem uma realidade espiritual e sim, uma espécie de sorte influenciada por boas ações. É uma tentativa atraente em influenciar a sorte, algo aparentemente fora do nosso controle, com ações específicas. A maioria das pessoas concordaria que é razoável acreditar que o bom comportamento seja digno de uma recompensa e de que o mau comportamento seja punível. O carma também é uma maneira conveniente de explicar sofrimentos aparentemente aleatórios. Numa geração racional, o carma é uma forma popular e legitimizada de superstição, diferente da reencarnação.


- As doze leis do Carma :


1º LEI : Nós colhemos o que plantamos. É a lei da causa e do efeito. O que fazemos aqui volta pra nós sem data prevista, mas ... volta.

2º LEI: A vida não apenas acontece por si só, a vida se faz de ação, reação e então a criação.

3º LEI: Fala sobre humildade, o que muitos de nós se recusam aceitar... seja por crenças, vergonha, traumas etc. Mas qualquer um que abandone a arrogancia e o ódio se torna humilde.

4º LEI: Onde formos era pra estarmos lá! Essa é a lei do crescimento das coisas vindaa de outra vidas nos conduzindo a certas situações nesta atual. Tudo em foco de uma evolução espiritual.
E diante dos erros somos nós que devemos mudar, e não exigir mudanças nas outras pessoas, ou culpar lugares e as coisas que nos acontecem, o que esta aqui conosco não é ruim e por pior que pareça, qualquer desgraça conduz ao crescimento pessoal.

5º LEI: Nós nos espelhamos naquilo que nos cerca e o que nos cerca se espelha em nós. Portanto em cada atitude existe uma escolha, e essa lei cármica quer dizer "responsabilidade pelos seus atos."

6º LEI: Mesmo que algo pareça desconectado, é importante entender que no Universo tudo está conectado. Cada etapa conduz a etapa seguinte e assim por diante.
O passado construiu o presente, e o presente constrói o futuro. O que esta em nossa vida tem sua razão guardada num passado distante, e o que é inédito agora é o tesouro já guardado em nosso futuro.

7° LEI: Não podemos pensar em 2 coisas ao mesmo tempo. Essa lei significa um unico pensamento pra se criar ou modificar algo nesta atual existencia. A lei de manter-se focado, dedicado, doar-se de corpo e alma.

8º LEI: é o ato de doação, se acreditamos que algo é verdade, seremos chamados para demonstrar essa verdade. É nesse momento que podemos colocar o que dizemos e aprendemos na prática!
Nenhum aprendizado é em vão, nada é inutil, o que não lhe serve seja um objeto material ou conhecimento pode valer "milhões" para outra pessoa.

9º LEI DO AQUI E AGORA: remoer o passado ou viver esperando algo no futuro é a estagnação. A vida se faz do hoje com base no passado e espectativa no futuro, mas quem abandona o HOJE, destruiu seu passado e esta prestes a não construir um futuro almejado.

10º LEI DA MUDANÇA: A história se repete até aprendermos as lições que necessitamos para mudar nosso trajeto.

11º LEI: Simboliza paciencia e recompensa, sendo paciente se aprende e isso leva ao auto conheciemento, conhecimento do próximo, do que os outro sentem, uma visão amplificada de tudo e de todos.

12º LEI: O valor de algo é o resultado direto da energia e intenção colocada nela. Cada contribuição pessoal é também uma contribuição ao todo. A inspiração amorosa fornece uma contribuição ascendente e inspira o "Todo."


fonte: No pique web

Música: Max Gonzaga

quarta-feira, 5 de maio de 2010










Composição: Max Gonzaga

Letra:

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos"
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual

Mas eu "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão

O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol

Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no "jardins"
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal

Porque eu não "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida




Mais informações sobre biografia e músicas de Max Gonzaga aqui




dica de Rafael G.

Pré-estréia dos filmes do 'Cinema Nosso'

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Imagem do filme "Amanhecer", com Ricardo Fernandes e Milton Gonçalves. Foto: Arquivo Cinema Nosso.

Imagem do filme "Amanhecer", com Ricardo Fernandes e Milton Gonçalves. Foto: Arquivo Cinema Nosso.

O Cinema Nosso tem o orgulho de apresentar, no dia 06 de maio (quinta-feira), às 19h, no Cine Odeon BR, a Produtora Escola Cinema Nosso, que irá mostrar ao público convidado a pré-estreia das suas quatro obras cinematográficas e das demais produções audiovisuais realizadas ao longo deste primeiro ano de sua existência.

Na telona do Cine Odeon BR, um dos maiores patrimônios culturais do Rio de Janeiro, serão exibidos os filmes “Feliz Páscoa”, “Amanhecer”, “Tá Bom Aí?” e “Família Vegan”, primeiro episódio da série de animação. A concepção das ideias das quatro obras cinematográficas foi totalmente realizada pelos próprios alunos da Produtora Escola Cinema Nosso.

Além dos filmes, também serão apresentados os trabalhos da turma de Videografismo da Produtora-Escola: as vinhetas de abertura do programa “Espelho”, apresentado por Lázaro Ramos no Canal Brasil, e da Mostra Geração do Festival do Rio 2009, além dos créditos do documentário “Luto Como Mãe” (2009), do diretor Luis Carlos Nascimento.

Filmes

“Feliz Páscoa” – teve direção e roteiro assinados pelo aluno André Tavares, e contou com a colaboração da cineasta Kátia Lund (“Cidade de Deus”, “Crianças Invisíveis”). O filme é um curta-metragem que mostra uma família da classe média carioca aparentemente normal, cujos pais escondem da filha pequena o fato de traficarem drogas sintéticas. O elenco é composto pelos atores Gilberto Hernandes, Flávia Coutinho e a protagonista Júlia Klein.

Imagem do filme Tá Bom Aí. Foto: Arquivo Cinema Nosso.

Imagem do filme Tá Bom Aí. Foto: Arquivo Cinema Nosso.

“Amanhecer” – é outro curta-metragem que narra o momento crucial em que um jovem revela ao pai que é homossexual. A direção é assinada pela aluna Mariana Campos e conta com a colaboração do diretor Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, “Jardineiro Fiel”, “Ensaio Sobre a Cegueira”). O filme mistura elementos de ficção com documentário, quando mostra um bate papo informal entre jovens que contam como foram suas experiências reais de revelar a homossexualidade. O elenco é composto pelo ator Milton Gonçalves e o protagonista Ricardo Fernandes.

“Tá Bom Aí?” – é o primeiro documentário da Produtora Escola. Dirigido pela aluna Tamiris Lourenço, o filme contou com a ajuda do diretor Roberto Berliner (“Herbet de Perto”, “A Pessoa É Para O Que Nasce”) e aborda os hábitos alimentares de algumas famílias do subúrbio carioca, hábitos estes que privilegiam mais a economia doméstica do que a própria saúde.

Imagem do filme de animação "Familia Vegan". Foto: Arquivo Cinema Nosso.

Imagem do filme de animação "Familia Vegan". Foto: Arquivo Cinema Nosso.

“Família Vegan” – é uma série de animação infantil, dirigido pela educadora do Cinema Nosso e do Centro Técnico Audiovisual (CTAV), Ana Rita Nemer, e animada pelos alunos da Produtora Escola, Pedro Ryan e Christian Proença. Com roteiro redigido pelo aluno André Tavares, a história apresenta uma família com hábitos peculiares aos costumes onívoros da sociedade: os vegans não se alimentam de qualquer tipo de carne nem consomem produtos de origem animal.

Cinema Nosso

O Cinema Nosso é uma organização social, cuja missão institucional é ampliar o universo cultural e contribuir para o desenvolvimento do senso crítico de crianças, adolescentes e jovens oriundos das classes populares através da linguagem audiovisual.

Oferecemos cursos em diversas linguagens e tecnologias associadas à produção audiovisual (cinema e animação) para adolescentes e jovens e estudantes da rede pública de ensino nos municípios do Rio de Janeiro e São Gonçalo, e Grande Rio.

Filme Feliz Pascoa, com a imagem de Camila em frente ao mercado. Foto: Arquivo Cinema Nosso.

Filme Feliz Pascoa, com a imagem de Camila em frente ao mercado. Foto: Arquivo Cinema Nosso.

Nossa metodologia está focada no fortalecimento da capacidade de comunicação de nossos alunos. Pretendemos que ao final dos cursos eles tenham conhecimento necessário para expressar com clareza e força suas próprias ideias.

Estamos situados na Rua do Resende, 80, Lapa, Rio de Janeiro, e oferecemos regularmente oficinas que abordam as mais diversas técnicas e teorias cinematográficas, sempre de forma gratuita e focada para o público jovem.

Nosso espaço comporta ainda uma sala de cinema com 57 lugares, onde semanalmente são exibidos filmes independentes e fora do circuito comercial. Além disso, é um espaço onde acontecem encontros de cineclubes, como o Cine Vegan e o Cineclube Cinema Nosso. Sempre após as sessões, há debates sobre os filmes exibidos, proporcionando uma excelente interação cultural entre os espectadores.

Conheça o Cinema Nosso: www.cinemanosso.org.br

Serviço:

Dia: 06 de maio de 2010 (quinta-feira)
Local: Cinema Odeon Petrobras (Praça Floriano, 7, Cinelândia, Rio de Janeiro / RJ)
Horário: 19h

Pré-estreia dos filmes:
- Feliz Páscoa (2010, direção: André Tavares; colaboração: Kátia Lund);
- Amanhecer (2010, direção: Mariana Campos; colaboração: Fernando Meirelles; participação especial Milton Gonçalves);
- Tá Bom Aí? (2010, direção: Tamiris Lourenço; colaboração: Roberto Berliner e Dib Lutfi);
- Família Vegan (direção: Ana Rita Nemer; roteiro: André Tavares), lançamento do 1º episódio da série de animação.

Apresentação dos trabalhos em Videografismo da Produtora Escola:
- Vinheta de abertura do programa “Espelho”, do Canal Brasil;
- Vinheta de abertura da Mostra Geração do Festival do Rio 2009;
- Exibição dos créditos do documentário “Luto Como Mãe” (2009, dir: Luis Carlos Nascimento).


 

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