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CHOQUE na marcha da maconha de São Paulo

segunda-feira, 23 de maio de 2011



Um dia antes deste sábado, dia 21 de maio, um Desembargador proibiu a Marcha da Maconha de São Paulo, assim como havia acontecido no ano passado. Chegando ao pátio do MASP na hora marcada para o evento, fiquei surpreso com a grande quantidade de pessoas que já estavam ali, mais de quinhentas. Como no ano anterior, havia sido feito um acordo com a polícia e a Marcha seria realizada pela liberdade de expressão, sem cartazes ou camisas com alusões à maconha. Num dos cantos do pátio, uns quinze neo-nazistas provocavam os manifestantes pedindo a prisão dos maconheiros, enquanto a multidão cantava “eu sou maconheiro com muito orgulho, com muito amor”. Uma briga se prenunciava, já que a ilegalidade imposta por uma decisão monocrática quase a propiciou. Se a Constituição fosse respeitada, como estabelece o inciso XVI do artigo 5º, essa situação seria impossível, já que o inciso prevê a proibição de marcar outra reunião no mesmo lugar de outra anteriormente convocada : “XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”. Como os manifestantes eram da paz, não caíram na provocação e, na empolgação, começaram a ocupar a avenida Paulista.

Saímos felizes cantando “onha, onha, onha queremos debater”, cumprindo a determinação judicial e o acordo com a polícia de que a palavra maconha estava proibida. Quando já se adiantava a Marcha, tomando a Paulista com mais de mil manifestantes, o Choque da PM se enfileirou em posição de guerra, fortemente armado, batendo os cacetetes em seus escudos e caminhando batendo também suas botas.

Quando avançaram na multidão, os quinze neo-nazistas começaram a gritar: “choque, choque, choque”, incentivando o ataque da polícia, que foi por trás com bombas de efeito moral, de gás lacrimogênio, de gás de pimenta e muita bala de borracha. Aquela violência atingia os manifestantes e crianças que passavam com seus pais e poderiam ser atingidas pela agressividade, covardia e despreparo do choque policial. Estava assim formada a tríplice aliança: a Liminar de um Desembargador, o Choque da Polícia Militar e o grupo Neo-Nazista.

Os manifestantes caminhavam rápido e continuavam a Marcha, irritando ainda mais os policiais que não conseguiam alcançá-los e jogavam todo o seu arsenal para dispersar a multidão. Mas o efeito parecia contrário, porque a Marcha crescia para todos os cantos, chegando no final da avenida Paulista, dobrando pela Consolação e se reencontrando na Praça da República. Neste momento, parecia que já tínhamos em torno de dois mil manifestantes espalhados por vários locais do centro de São Paulo. Cansada, a polícia seguia e reprimia por todas as partes com muita violência e covardia, mas a multidão já tomava várias ruas conseguindo vencer e realizar a Marcha da Maconha de São Paulo.
Muitos foram para a porta de Delegacia, onde estavam detidos alguns manifestantes. Sentaram-se na rua, em frente à DP, em torno de quinhentas pessoas e, mesmo com todo o aparato policial e ameaças, não arredaram o pé enquanto não foram libertados os heróis daquele dia histórico.
Em frente à toda a Marcha da Maconha, alguns manifestanes caminhavam com a seguinte faixa: “STF, JULGUE A NOSSA CAUSA - ADPF 187”. Trata-se de um pedido para o Supremo Tribunal Federal julgar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 187 proposta pela Procuradoria-Geral da República, para legalizar a Marcha da Maconha em todo o Brasil. Pois o direito à liberdade de reunião, pensamento, opinião e expressão são preceitos fundamentais para a existência da Democracia e a Procuradoria da República, órgão mais importante do Ministério Público, entende que impedir a Marcha da Maconha é CENSURA.

Enviem mensagens ao Ministro-relator Celso de Melo para colocar nossa causa na pauta do Supremo Tribunal Federal para ser reconhecida e garantida da Marcha da Maconha em todo o Brasil.


Por ANDRÉ BARROS, advogado da Marcha da Maconha

Em defesa da Marcha da Maconha

domingo, 24 de abril de 2011

A Marcha da Maconha é um movimento já conhecido nacionalmente, principalmente pelas tentativas reiteradas de proibição que alguns governos tomaram para que a Marcha não ocorresse em suas ruas. O movimento nada mais é que uma proposição à sociedade de mudança de legislação, similar às manifestações que os policiais fazem reivindicando mudança de plano decarreira, mudança salarial etc. No caso da Marcha, a proposição é a legalização do consumo e comércio da Cannabis Sativa no Brasil. Num Estado de Direito, é legítimo e desejável que os grupos sociais defendam seus interesses (e os da sociedade) de modo pacífico.


Sempre há a justificativa da apologia ao uso, e não a apologia à reforma legislativa, durante as marchas. Nunca fui a uma Marcha da Maconha, mas tenho visto materiais de campanha e textos falando sobre suas reivindicações, e até hoje não vi algo que se assemelhe a “apologia ao uso” de drogas – nada indecentecomo as propagandas de cerveja, por exemplo. Também dizem que nessas marchas “as pessoas fazem suas reivindicações fumando droga”, e tudo acaba em algazarra. Se isso de fato ocorre, lamento muito, pois os que assim fazem deixam de lutar por uma causa profundamente relevante, para igualar a marcha a eventos como o carnaval, em que pessoas morrem em decorrência do uso drogas de todos os tipos que se pode imaginar, principalmente o álcool – apesar de ninguém nunca ter sugerido seriamente o cancelamento do carnaval.


Neste contexto, me surpreende a notícia que O Globo divulgou hoje, informando que participantes da marcha da maconha foram presos e autuados por estarem distribuindo este panfleto:



Não posso ser leviano e condenar os policiais envolvidos na ocorrência. Não sei ao certo em que contexto se deu a prisão, mas se ela decorre apenas da distribuição dos panfletos por parte dos manifestantes, ela foi injusta e desnecessária, ilegal, desrespeitosa a todos aqueles que enaltecem o direito à liberdade de expressão e o próprio Estado de Direito. Se não se pode reivindicar mudança legislativa no país, estamos fadados à manutenção do status quo, e questões como nossa PEC 300, por exemplo, caros policiais, estarão condenadas eternamente à condição desonho inatingível.


A Marcha é legal e legítima, por isso faço a defesa de sua existência, que se confunde com o meu direito de propor reformas legais. Ao mesmo tempo, sou a favor do pleito defendido na Marcha: a legalização do consumo e comércio da maconha. Só espero não ser preso por causa disso.



Por DANILO FERREIRA ao ABORDAGEM POLICIAL

O "Adolf Hitler" brasileiro, entrevista de Jair Bolsonaro no CQC

terça-feira, 29 de março de 2011


Temos um racista no congresso nacional. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP) deu declarações polêmicas para o programa CQC da rede bandeirantes exibido no dia 28/03/11. O vídeo abaixo contém respostas do deputado a perguntas feitas por cidadãos. Dentre a quantidade absurda de baboseiras totalitárias ditas por esse fascista disfarçado de político, destacam-se as declarações quanto a uma possível homossexualidade de seu filho, do envolvimento de seu filho com uma garota negra, etc. É possível perceber em suas respostas, o quão retrógrado e violento é esse deputado que defende a ditadura militar e exalta torturas e penas de morte como soluções para a problemática de nosso país. É por essas e outras que nossa política continua um recanto de vermes, que subdividem-se majoritariamente em parasitas burros (não entendem e não querem entender as questões sociais); totalitários nojentos (eleitos pela burguesia elitista, prometendo solucionar crimes através da violência e da repressão); e demagogos sociais (mascarados em sua faceta populista, mostram-se propensos a fazer reformas sociais, mas ficam apenas na promessa).



Eles ainda defendem a ditadura


Em carta, clubes militares defendem 'revolução' de 64

Por Luciana Nunes Leal | Agência Estadoseg, 28 de mar de 2011 16:56 BRT

Embora sem referência direta à decisão do exército de retirar a comemoração do 31 de março de 1964 de seu calendário oficial, os Clubes Militar, Naval e de Aeronáutica divulgaram na tarde de hoje um manifesto conjunto para lembrar os 47 anos movimento que tirou do poder o presidente João Goulart e deu início ao regime militar, que durou até 1985.

A nota diz que relembrar "os acontecimentos" de 64, "sem ódio ou rancor, é, no mínimo, uma obrigação de honra". "Os clubes militares (...) homenageiam, nesta data, os integrantes das Forças Armada da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela nação brasileira", diz o documento, assinado pelo general Renato Cesar Tibau da Costa, pelo vice-almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral e pelo tenente brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista.

Com data de 24 de março, o documento da Comissão Interclubes Militares afirma ainda que "as Forças Armadas insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no País um regime ditatorial comunista, atrelado a ideologias antagônicas ao modo de ser do brasileiro". Na sexta-feira passada, os três clubes organizaram o simpósio "A revolução de 31 de março de 1964 - com os olhos no futuro", na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro.


visto no yahoo.com.br

Discurso ou Revólver - Facção Central

sábado, 19 de março de 2011


Uma música crítica, que mostra a verdadeira face do sistema. Um sistema que impõe brigas entre diferentes classes sociais, faz a classe média ter medo dos mais pobres, por considerá-los todos assaltantes e bandidos enquanto os ricos se divertem às custas de impostos e caos social. Uma canção que mostra a problemática que vem dos níveis sociais menos favorecidos, onde opção é igual a sorte (que só ocorre em mínimos casos), enquanto a grande maioria desfavorecida pela lei do dinheiro passa fome. Só há uma solução para a sociedade hierárquica em que vivemos, e é a revolução.




Letra:

A igualdade social é só em conto de fadas, felicidade é só em
Sonho, só em mágica. Acredito na palavra ou na metralhadora,
Revolução verbal ou aterrorizadora. Vamos queimar constituição
Com coquetel molotov, carro bomba no congresso, tic tac explode,
Suplicar pro gambé derrubando sua porta não bater na sua mulher
Não atirar nas suas costas.

Até quando comer resto, lavar banheiro abrir o boy no meio na
Ilusão de dinheiro, ser exterminado como judeu em Auschwitz,
Mostrar pra globo o que é viver no limite. a custa atlanta
Queimando na sua frente, a SS agora veste o cinza da PM, de
Braço cruzado é só miolo espalhado no chão, discurso ou
Revólver, tá na hora da revolução.

(2x)
Tá na hora de parar de mofar no presídio, de estar no necrotério
Com uma par de tiros, de ser o analfabeto comendo resto viciado que
O denarc manda pro inferno.

Fizeram da sua rua filial do vietnã, deram rifles pras crianças
Estupraram sua irmã, exilaram na favela o cidadão na teoria
Oprimido, censurado no país da democracia. te dão crack, fuzil,
Cachaça no buteco esse é o campo de concentração moderno.

Hitler, fhc, capitão do mato, bacharelo em carnificina, mestrado
Em holocausto, chega de bater palma tomando tiro, facada, de
Prato vazio, vendo o boy suar na sauna o sistema te quer no viaduto com água na boca com a garrafa cortada na mão esperando a
Kombi trazer sopa no chiqueiro do navio negreiro consertar na
Porta, morto pelo senhor do engenho com farda e pistola, que só
Em cabeça de pobre descarrega sua munição, discurso ou revólver
Ta na hora da revolução.

Prevejo o mercado saqueado bala de borracha, escudo do choque
Tomando pedrada, guerra civil em praça pública socorro professor
Com sangue no rosto, mordida de cachorro, sem teto, sem terra,
Sem prespectiva, sem estudo, sem emprego, sem comida, o pavil da
Dinamite ta aceso, qual será o preço pra eu ter os meus direitos.
Sequestrar, tirar, queimar pneu na avenida, invadir a fazenda
Improdutiva, só jogamo ovo por isso nada mudou, quem sabe o
Presidente na mira do atirador. Em são paulo 35 por dia chega,
Tolerância zero, ou cavar trincheira, serial killer do planalto
Continua em ação, discurso ou revólver ta na hora da revolução.

A favor do inimigo repressão desinformação, o domínio dos dois
Caminhos pra revolução. caminho um a voz do povo aqui não é a
Voz de deus, se tua casa é de caxote de feira problema seu,
Tanto faz sua filha no motel ganhando trocado, tanto faz seu
Filho com a doze matando vigia no assalto. se vier pro asfalto
Fazer passeata, aí o pm te mata, te faz engolir bandeira e
Faixa. caminho dois desconhecendo cenário político, onde jogar
Granada, quem é o nosso inimigo entendeu por que não tem, escola
Pra você toma uzi e me diz quem tem que morrer, não adianta ser
Milhões se não somos um, ação coletiva, objetivo comum, discurso
Ou revólver não interessa a opção sem união é impossível a
Revolução.

Repressão ao 6º Ato contra o aumento da tarifa

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Como a maioria sabe o último ato contra o aumento da tarifa do onibus foi duramente reprimido pela PM. Todos foram agredidos, manifestantes, jornalistas e até mesmo vereadores, o que comprova a falta de senso crítico da polícia, em especial da tropa de choque, homens armados sem nenhum critério batendo em tudo e em todos que cruzam seu caminho. Abaixo segue a matéria feita pelo Nauweb que esclarece os últimos acontecimentos na luta contra esse aumento abusivo.


Aproveito para convocar todos ao próximo ato, que acontecerá na próxima quinta-feira às 5:00 em frente ao Teatro Municipal (Próximo a estação Anhangabaú). Se deixarmos de participar agora devido a brutalidade policial, se abaixarmos a cabeça perante a covardia, estaremos fortalecendo o caracter ditatorial da polícia do estado. Não podemos deixar que um ato tão covarde nos assuste, ou estaremos apenas dando uma enorme brecha para que a repressão seja a resposta mais cômoda que o governante terá em sua manga!

Abaixo a repressão!
 

2009 ·Axis of Justice by TNB