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Tucanos acirraram violência contra pobreza, diz líder do MST

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Para Gilmar Mauro, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o governo paulista paralisou a reforma agrária. Durante a gestão de José Serra (PSDB), o ativista afirma que houve investidas para criminalizar o movimento. Uma eventual eleição de Geraldo Alckmin (PSDB) significia a "continuidade do projeto neoliberal", disse Mauro em entrevista à Radioagência NP.

Tucanos acirraram violência contra pobreza, diz líder do MST

"Nunca conseguimos fazer uma reunião com o Serra quando ele era governador, a única que fizemos foi com secretários de governo", critica. "Está tudo praticamente paralisado, todos os processos de arrecadação de terras, porque não há iniciativa nenhuma do governo do estado em arrecadar", sustenta.

Mauro exemplifica a situação com a greve dos trabalhadores do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), responsável pelos processos de desapropriação de áreas para reforma agrária. "Há um desmonte desse órgão por parte do governo Serra", acusa.

O líder explica que o governo do estado precisa tomar iniciativas judiciais junto a procuradorias de Justiça para reivindicar áreas públicas, por exemplo. "Além de não arrecadar terras, o governo Serra buscou regularizar o 'grilo'", acusou. Ele refere-se a normas aprovadas pela Assembleia Legislativa que, em sua visão, favoreceram a oficializar a posse irregular de áreas (grilagem).

Em 2009, agricultores sem-terra foram acusados de destruir pomares de laranja da empresa Cutrale. O MST afirma que a área da fazenda foi grilada e depois repassada à produtora de sucos. O caso foi um dos estopins para a instalação de uma CPMI no Congresso para investigar o movimento.

Além de não haver interesse em promover a reforma agrária, Mauro afirma que ocorreu um recrudescimento de ações de repressão à movimentos de trabalhadores. "As ações policiais, nos últimos tempos – diferentemente de algum tempo atrás, quando havia algum tipo de diálogo –, têm acontecido de forma muito mais violenta", afirma. "Aliás, não só conosco, mas com professores, com a própria polícia civil, trabalhadores urbanos, das favelas etc.", critica.

Mauro vê ainda riscos de acirramento de políticas de privatização no estado. Nesse caso, ele cita as rodovias cedidas à iniciativa privada e o excessivo número de praças de pedágio. Já uma eventual vitória de Serra na disputa à presidência representaria "um aumento vertiginoso do processo de criminalização da pobreza".


fonte: Rede Brasil Atual

Assine! Plebiscito Popular! Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra

segunda-feira, 6 de setembro de 2010


O Brasil é o segundo país no mundo que mais concentra terras, perde apenas para o Paraguai.As pequenas propriedades de Terra representam menos de 3% da área ocupada pelos estabelecimentos rurais, enquanto as grandes propriedades concentram mais de 43% da área.

Ao mesmo tempo as pequenas propriedades são responsáveis por mais de 70% da produção de alimentos no país.
O país também aparece no cenário Latino Americano com o terceiro pior índice de desigualdade social em toda a região, de acordo com os dados divulgados, em julho deste ano, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)

Site Oficial

Abaixo Assinado (Participe!)


fonte: DocVerdade

Entrevista com Mumia Abu-Jamal: “Sou um jornalista fora da lei”

[O jornalista Mumia Abu-Jamal continua preso no corredor da morte há quase 30 anos. Em 29 de agosto de 2010, a representante dos Repórteres sem Fronteiras em Washington DC, Clothilde Le Coz, o entrevistou no locutório número 17 da prisão da Pensilvânia, em Waynesburg, Condado de Greene.]

Pergunta > Como jornalista preso, de que tratam suas últimas observações e investigações?
Mumia Abu-Jamal < A população prisional estadunidense é a mais importante no mundo. Este ano, pela primeira vez em 38 anos, se reduziu. Algumas prisões como na Califórnia ou Michigan aceitam menos presos dado que estão super povoadas. Os financiamentos dos Estados são limitados e se libera alguns presos em função da situação econômica. Nos Estados Unidos, as prisões são grandes e o número de presos é imenso.

É impressionante ver quanto dinheiro o governo estadunidense gasta com tudo isto e até que ponto somos invisíveis. Ninguém o sabe. A maioria da população não se interessa pelo tema. Quando ocorre qualquer drama na prisão, alguns jornalistas dizem e acreditam que sabem de quem estão falando. Mas não é fiel a realidade: é puro sensacionalismo. Podem ser encontrados bons artigos, mas não refletem o que ocorre realmente. O que escrevo é o que tenho visto com meus próprios olhos e o que tem me sido dito. É verídico.

Meus artigos falam da realidade. Fundamentalmente, tratam todos do corredor da morte e da prisão. Eu gostaria que não fosse assim. Faz um ano e meio que estão ocorrendo uma série de suicídios entre os condenados a morte. Dei a informação com exclusividade sobre um suicídio porque ocorreu em meu bloco. Mas segue sendo invisível. Necessito escrever. Há milhões de histórias para contar e personagens excepcionais aqui. Entre as que decidi contar, elejo as mais importantes, comovedoras, frágeis… Decido escrevê-las, mas deve-se ter certa responsabilidade quando se conta este tipo de histórias. Espero que possam mudar o curso das coisas para as pessoas das quais eu falo.

Pergunta > Acredita que o fato de ser jornalista tem influenciado o curso de seu caso?
Mumia < Ser “A Voz dos sem voz” influiu de forma considerável. Na realidade, esta expressão foi tirada de um artigo do Philadelphia Inquirer publicado depois de minha detenção em 1981. Quando era adolescente, era um jornalista radical que trabalhava para a edição nacional do jornal dos Black Panthers. O FBI vigiava minhas publicações desde que tinha 14 anos. Ser jornalista foi meu primeiro trabalho. Sou muito mais famoso que outros detidos nos Estados Unidos pelo que escrevo. Se a situação fosse distinta, o tribunal federal de apelações quem sabe não haveria criado uma lei especial que influísse diretamente sobre minha condenação.

A maioria dos homens e das mulheres que se encontram no corredor da morte não são famosos. O fato de que siga escrevendo deve de ser algo que os juízes levaram em consideração e pelo qual mudaram a lei para que não me pudessem julgar novamente. Creio que pensavam: “Tu és um falador, não terás outro julgamento”. Se espera algo mais de um tribunal federal. E agora, por culpa de meu caso, outros doze podem ser prejudicados.

Pergunta > O que pensas da cobertura midiática de seu caso?
Mumia < Um dia li que já não estava no corredor da morte. Enquanto o lia, estava sentado aqui. Não saí nunca deste corredor, nem um segundo. Como sou do mesmo âmbito, muitos jornalistas não queriam cobrir meu caso por medo de que os criticassem. Tinham que se enfrentar das críticas segundo as que haviam sido parciais e às vezes seus redatores chefes os proibiam de cobrir o caso. Desde o princípio do mesmo, aos mais suscetíveis de cobri-lo, foi se proibido de fazê-lo. A maioria dos jornalistas com os que trabalhei já não exercem a profissão. Estes estão aposentados e ninguém os dá a mínima importância. Mas a imprensa teria que ter certa influência neste assunto. Milhões de pessoas viram o que ocorreu na prisão de Abu Ghraib. Seu diretor, que sorria nas fotos que foram publicadas, trabalhava aqui antes de ir para lá.

No corredor da morte, existem indivíduos sem nenhuma qualificação que podem decidir sobre a vida ou a morte de um detido. Por não sei que motivo, tem o poder de decidir a seu bel prazer se alguém come ou não. E ninguém questiona este poder. Há regras informais. Esses indivíduos podem converter a vida de alguém em um inferno com um simples gesto. Quando escolho as histórias que vou contar, não me falta inspiração nunca. Para um escritor, este é um ambiente rico. Não importa o que dizem meus detratores, sou jornalista. Este país seria muito pior sem jornalistas. Mas para muitos deles, sou um jornalista fora da lei. Antes da prisão, quando trabalhava para várias emissoras de rádio, conheci gente que vinha de todas as partes e apesar dos conflitos com alguns redatores chefes, exercia a profissão mais bonita.

Pergunta > O apoio que lhe tem sido dado na Europa é diferente do que tem nos Estados Unidos. Como explicas e acreditas que a mobilização internacional possa seguir te ajudando?
Mumia < Sim, segue sendo útil. No que diz respeito à pena de morte, a mobilização européia pode ter um impacto nos Estados Unidos. Os países estrangeiros, Europa em particular, estão marcados por uma história peculiar quanto a repressão. Sabem mais profundamente eles o que é a prisão. Sabem o que são a prisão, o corredor da morte e os campos de concentração. Nos Estados Unidos, pouca gente viveu esta experiência. Explica como as diferentes culturas aprendem o mundo. Na Europa, a idéia da pena de morte é um anátema.

O 11 de setembro de 2001 mudou muitas coisas nos Estados Unidos. Os opositores ao poder, os que discutiam sua legitimidade já não tem mais importância. Também mudou a imprensa. O que era aceitável chegou a ser inadmissível. Creio que o 11 de setembro modificou as formas de pensar na opinião pública e também os limites de tolerância dos meios de comunicação. Por exemplo, quando estavam ocorrendo os fatos do 11 de setembro em Manhattan e em Washington DC, a prisão fechou durante o dia inteiro aqui, na Pensilvânia. E estávamos totalmente isolados.

Pergunta > Para obter apoio, seria útil ter uma foto sua, atualmente, neste corredor da morte. O que você acha?
Mumia < Ter uma imagem pública só ajuda em parte. A essência de uma imagem é a propaganda. Assim que as fotos não são tão importantes. O que conta é a personalidade. E faço tudo o que posso. Em 1986, as autoridades penitenciarias confiscaram os gravadores dos jornalistas e só podiam ter um papel e uma caneta na mão. Agora que um artigo é o único vetor para lhe dar algum sentido à situação, o seu autor pode convertê-lo em um monstro ou em um modelo.

Pergunta > Se a Corte Suprema aceitar em lhe conceder um novo julgamento, só se revisaria sua pena e não sua condenação. Como imagina o fato de seguir em prisão perpétua se não lhe executarem?
Mumia < Na Pensilvânia, a prisão perpétua é uma execução em fogo lento. Segundo a lei do Estado, existem três graus de assassinatos. O primeiro se castiga com prisão perpétua ou pena de morte. O segundo e o terceiro grau com prisão perpétua. Não se sai daqui. E nesta prisão, temos a taxa de condenação juvenil à prisão perpétua mais elevada dos Estados Unidos. Mas eu gostaria de acrescentar que na Filadélfia, ocorreram dois casos na mesma época que o meu nos quais as pessoas foram julgadas pelo assassinato de um policial. A do primeiro caso foi absolvida. A segunda, ainda que tenha sido gravada com uma câmara de vigilância, não foi condenada a morte.

Pergunta > E como consegue “fugir” deste lugar?
Mumia < Eu escrevi sobre História, uma das minhas paixões. Eu gostaria muito de escrever a respeito de outras coisas. Meus últimos trabalhos tratam da guerra, mas também escrevo sobre cultura e música. Tenho um tempo interior que tento manter através da poesia e da percussão. Poucas coisas podem ser comparadas com o prazer que sinto aprendendo música. É como aprender um novo idioma. E constantemente eu me desafio a escrever em outro idioma! Uma professora de música vem aqui a cada semana e me ensina. Um mundo novo se oferece a mim e agora o conheço um pouco mais. A música é uma das coisas mais bonitas que o ser humano já criou. O melhor de nossas vidas.

• Para apoiar Mumia Abu-Jamal entrar em contato com Law Offices of Robert R. Bryan 2088 Union Street, Suite 4, San Francisco, CA 94123-4117 http://www.MumiaLegalDefense.org ou http://es.rsf.org/petition-mumia-abu-jamal,37071.html


Tradução > Juvei

agência de notícias anarquistas-ana
Ruídos nas ramas.
Trêmulo, meu coração detem-se
e chora na noite...

Matsuo Bashô

Reflexão...

"Detesto as vítimas quando elas respeitam os seus carrascos."


Jean-Paul Sartre



Chris Cornell feat. Chester Bennington - Hunger Strike

sábado, 4 de setembro de 2010

"Hunger Strike" é uma canção da banda norte-americana Temple of the Dog. Escrito pelo vocalista Chris Cornell, "Hunger Strike" foi lançado em 1991 como o primeiro single do álbum de estúdio da banda, Temple of the Dog (1991). Foi a música mais popular da banda. A canção chegou ao número quatro no Billboard Mainstream Rock Tracks.

Cornell disse que a letra de "Hunger Strike" expressar "um pouco de uma declaração política socialista." A canção expõe o tema de roubar pão para dar aos pobres e o protesto em solidariedade com eles através de uma greve de fome depois de testemunhar injustiça na distribuição de alimentos.










Mensagens de celular pedem continuidade de manifestações contra preços altos em Moçambique

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Novas mensagens de celular começaram a circular em Maputo, capital de Moçambique, convocando a população para continuar a protestar contra o aumento do preço de produtos básicos, como pão, água e energia elétrica. As manifestações de hoje (1/9), que resultaram na morte de seis pessoas, foram convocadas via SMS enviados no início desta semana.

“Moçambicanos, o Guebuza (Armando, presidente de Moçambique) e seus lacaios estão a mentir como sempre mentiram. Não paremos com a greve até que o governo adopte medidas para a redução do custo de vida. A luta continua”, diz uma das mensagens lidas por Opera Mundi.

Amanda Rossio/Opera Mundi
Moçambicanos foram às ruas de Maputo contra o aumento do preço de produtos básicos

Ontem (31/8), propagaram-se mensagens de celular chamando a população a entrar em greve nessa quarta-feira, dia para o qual estavam previstos aumentos nos preços de água, energia e pão: "Moçambicano, prepara-te para a greve geral 01/09/2010. Reivindicamos a subida do preço do pão, água, luz e diversos. Envie para outros moçambicanos. Despertar".

Nos bairros da periferia da cidade, onde se concentraram as manifestações, a situação era tensa. À tarde, feridos não paravam de chegar aos hospitais e viaturas policiais circulavam em alta velocidade pelas ruas em direção às zonas de confronto.

As autoridades moçambicanas ainda não têm informações sobre quem seriam os autores das mensagens. Nenhuma organização reivindicou a liderança dos protestos. Até agora, tudo indica que as manifestações não tem um comando e que ganharam força devido ao descontentamento geral da população com o aumento do custo de vida.

Confrontos

Nos confrontos de hoje, homens, mulheres e até crianças portavam pedras e pedaços de madeira. As ruas de bairros da periferia estavam tomadas por barricadas montadas com troncos de árvores, pedras e pneus incendiados. Em todo lugar se ouviam gritos: "estamos a morrer de fome!".

No bairro Costa do Sol, Rua da Ana Alice, os manifestantes colocaram fogo em pneus e formaram barricadas com pedras. Pela manhã, a polícia chegou no bairro e entrou em confronto com os manifestantes. Os policiais atiraram para cima e também usaram gás lacrimôgeneo. "E agora, o que vamos fazer? A polícia luta conosco e nós lutamos por pão", gritou um manifestante para a reportagem do Opera Mundi.

"Estão a disparar arma! Como as crianças vão voltar para casa (da escola)? Estou preocupada com minha filha", gritou com a polícia Rosa Indive, de 25 anos, moradora do bairro Costa do Sol. "Por que não vai você buscar sua filha na escola?", gritou uma policial. "Com vocês a nos ameaçarem com essas armas, o que eu posso fazer?", respondeu Indive.

O centro da cidade ficou vazio, pessoas, carros e chapas, meio de transporte mais usado pela população moçambicana, não circularam. A maior parte do comércio fechou. Nas rádios, a polícia moçambicana recomendava que a população não saísse de casa.

O dia começou tranquilo em Maputo, muitas pessoas conseguiram chegar aos locais de trabalho e crianças foram para a escola. "Lá pelas 8h ouvimos carros de polícia com alarmes e ao longo do dia as pessoas foram se aglomerando nas ruas", conta Celso Durão, músico morador do bairro Unidade 7, onde houve confronto entre os manifestantes e a polícia. "O povo está reivindicando seus direitos, todo o preço aumenta de qualquer maneira. O povo estava agitado, lançava pedras contra polícia, que lançava gás lacrimogêneo e balas de borracha para afugentar o povo para casa".

A polícia moçambicana reagiu violentamente às manifestações. O porta-voz do Comando Geral da Polícia, Pedro Cossa, disse em coletiva de imprensa na tarde de hoje que os policiais usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo e que não tem informação sobre uso de munição real, apesar do grande número de filmagens realizadas pela imprensa moçambicana provando o contrário.

Segundo o Comando Geral da Polícia, houve quatro vítimas fatais e 27 feridos. No entanto, o número de feridos chegava a 46 apenas no Hospital Central por volta de 15h. Cossa também disse não ter informação sobre as quatro mortes. O País, maior jornal não estatal de Moçambique, informa que duas crianças foram alvejadas pela polícia.

Amanda Rossio/Opera Mundi
Cidadãos denunciaram que a polícia usou força excessiva no controle das manifestações

Em toda a cidade houve saques. No bairro de Xiquelene, muitas pessoas corriam com sacos de arroz de 20 quilos. Dados oficiais da polícia divulgados no final da tarde apontam que foram saqueados 32 estabelecimentos comerciais e três vagões carregados de milho. Segundo dados da polícia, foram incendiados três ônibus, dois carros e um posto de gasolina. Foram detidas 142 pessoas.

Governo

As autoridades não haviam se manifestado sobre o episódio até o final da manhã desta quarta-feira. No fim da tarde, o presidente Armando Guebuza fez um pronunciamento oficial dizendo que o aumento dos preços é agravado por fatores externos. Segundo ele, o governo deu subsídios para combustíveis e importação de trigo na tentativa de controlar a situação.

Guebuza também salientou que episódios como o vivido hoje em Maputo afastam investimentos nacionais e estrangeiros que “contribuem para a geração de mais postos de trabalho”.

“Nossos compatriotas que são usados nessa manifestação estão a contribuir para trazer luto e dor no seio da família moçambicana e para o agravamento das condições de vida da população”. O Ministro do Interior, José Pacheco, chamou os manifestantes de "aventureiros, bandidos, malfeitores", em pronunciamento oficial na tarde de hoje.

Em Maputo, as manifestações públicas são raras. A última grande onda de protestos ocorreu em fevereiro de 2008, motivada pelo anúncio do aumento do chapa de 5 para 7,5 Meticais (de 0,25 para 0,37 reais). Na ocasião, manifestantes também queimaram pneus e formaram barricadas e houve confronto com a polícia. Mas a dimensão do confronto foi menor que a verificada hoje, segundo jornalistas que cobriram os protestos de 2008.

O rapper moçambicano Azagaia se inspirou nos protestos de 2008 para compor a música “O Povo no Poder”. Na época do lançamento, foi chamado a depor na Procuradoria Geral da República sob a acusação de incitação à violência. Nos protestos de hoje, o refrão da música virou grito de guerra ecoado pelos manifestantes. “O povo no poder, é o povo no poder”. “Salário mísero, o povo sai de casa e atira para o primeiro vidro / Sobe o preço do transporte, sobe o preço do pão / Agora pedem ponderação”, diz a letra da música.


Farra do Boi na Amazônia

Uma investigação de 3 anos do Greenpeace revela como a parceria perversa entre a indústria do gado e o governo brasileiro estão resultando em mais desmatamento, trabalho escravo e invasão de terras indígenas.

Grandes marcas reconhecidas mundialmente, como Adidas, Timberland e Unilever parecem acreditar que seus produtos excluem matéria-prima da Amazônia. A investigação do Greenpeace expõe pela primeira vez como o consumo leviano de matéria-prima está alimentando o desmatamento e, consequentemente, o aquecimento global.

Baixe o relatório

Fonte: GreenPeace
 

2009 ·Axis of Justice by TNB