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Quesito revolução: deeeez!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Recheados de simbolismo, os 2,5 mil integrantes da escola de samba catarinense União da Ilha da Magia levaram para avenida uma bateria fardada de guerrilheiros, um carro alegórico com a escultura de José Martí, um casal de porta-bandeiras ilustrando a amizade Cuba-União Soviética e toda uma aula de história ao ritmo de samba.

O sambódromo Nego Quirido viu desfilar o antes, o durante e o depois da Revolução Cubana. As primeiras dentre as 22 alas representavam o “Tio Sam” e o “Paraíso de ricos e milionários”. Um carro alegórico em forma de tanque de guerra, trazendo a bordo um sósia de Che Guevara ao lado da filha do revolucionário, Aleida Guevara, simbolizava a tomada do poder. Alas intituladas “Nacionalização das empresas estrangeiras”, “Reforma agrária”, “Saúde para todos”, “Indústria farmacêutica e biotecnologia”, “Esporte – conquista de medalhas”, “Educação para todos” (composta apenas por crianças), entre outras, trouxeram as conquistas da Revolução.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o presidente da União da Ilha da Magia, Valmir Braz de Souza, fala da relação da escola com a política e conta um pouco da trajetória da jovem agremiação – que tem apenas três anos – neste carnaval.

Brasil de Fato – Por que Cuba? Como surgiu a idéia de ter o país como centro do enredo?

Valmir Braz de Souza – Eu sou do movimento sindical, atualmente coordenador geral do Sindsprev/SC [Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal no Estado de Santa Catarina]. No ano passado participei da 14º brigada sul-americana de solidariedade ao povo cubano. Fiquei três semanas lá nesta brigada organizada pela associação José Martí. Era janeiro e a preparação para o carnaval estava no auge. Então, quando estava lá, com aquela musicalidade, com a recepção que tive, surgiu a idéia de propor Cuba para o enredo do ano seguinte [2011]. Eu não era presidente da escola, era diretor. Levei a idéia para a diretoria, discuti com o carnavalesco Jaime Cesário, que foi a Cuba, ficando duas semanas junto com o diretor de carnaval da escola, Joel Brito Júnior. Daí, gostamos do enredo que eles prepararam, a comunidade gostou e começamos a trabalhar. Desenho de fantasias, preparação dos carros. O concurso para escolher o samba foi inédito, tivemos seis sambas inscritos. Apresentamos o projeto para o cônsul cubano no Brasil, apresentamos para a embaixada em Brasília, e eles também gostaram.

Cuba financiou a escola?

Não, o enredo não foi comercializado. Há escolas que o vendem, nós não. A escola se paga com ensaios que fazemos durante o ano – que estavam sempre lotados –, com os produtos que vendemos da escola – vendemos mais de 5 mil camisetas feitas para o enredo deste ano – e com a venda de fantasias – todas foram vendidas e se tivéssemos mais mil, venderíamos também porque a procura foi enorme. Foi surpreendente a aceitação que a escola teve este ano e nós somos caçulas, temos só três anos, enquanto outras já têm 20, 30 anos. Além disso, também recebemos recurso público, através de um projeto que temos na Lei Rouanet e também porque aqui em Santa Catarina a liga de escolas ainda não é dona do carnaval, mas a prefeitura. A gente quer acabar com isso, mas existe uma verba do governo.

Como vocês foram tratados pela mídia, uma vez escolhido Cuba como tema para o enredo?

O Reinaldo Azevedo, da Veja, nos atacou em seu blog, que chegou a mais 800 comentários quando ele falou de nós. Fora o Azevedo, a maioria das reportagens foi favorável. Com a confirmação da vinda da Aleida Guevara [filha de Ernesto Che Guevara] para o desfile tivemos até mídia internacional. E quando fomos para a avenida já éramos considerados favoritos. Entramos bem, queríamos fazer um desfile técnico perfeito para não dar sustentação às críticas políticas. E fizemos um belíssimo carnaval.

Havia alguém de Cuba, além da Aleida Guevara, no desfile?

O cônsul de Cuba veio, mas para assistir ao desfile. Teve um cubano que mora em Salvador, na Bahia, que veio só para desfilar na escola.

A passagem da Aleida Guevara por Santa Catarina incluiu outras atividades além do desfile?

Ela participou de várias palestras, lotadas, sobre o dia da mulher, visitou o Hospital Infantil, ela que é médica, uma universidade pública, tudo junto ao movimento social e sindical de Santa Catarina. E desfilou muito bem. Até no desfile das campeãs ela desfilou. Interessante que ela sempre era perguntada pela imprensa sobre a homenagem que estava sendo feita ao pai dela e ela enfatizava que a homenagem era ao povo cubano. E essa era realmente a nossa idéia.

Vi o desfile na internet e a Aleida Guevara comentou durante a transmissão que havia militantes do MST no desfile. Tinha presença de muitos militantes?

Havia muita gente do movimento sindical e social, o prefeito de Brusque, do PT, um deputado estadual do PDT, um major da Polícia, um diretor da Defesa Civil, pessoas que foram atraídas pelo tema. Os militantes do MST estavam na arquibancada, com uma faixa, algo inédito em nosso carnaval.

Pode-se dizer que a escola é de esquerda?

Não. A única relação que a escola tem é que como eu sou dirigente sindical, sou do Psol, fui dirigente da associação de moradores. E quando eu estava lá, quando a escola ainda era um bloco, me pediram ajuda para fazer o carnaval no nosso bairro, a Lagoa. Depois fui convidado para ser da diretoria do bloco. Mas a escola não tem filiação partidária, eu tento separar isso, os outros diretores não são de partido.

Você vê na escola de samba uma forma de fazer política?

Sim, não tenho dúvida disso. Se me mandar sambar eu não vou saber. A gente ocupa um espaço numa comunidade, tem um espaço político muito grande, mas não é um espaço político partidário. O samba abre fronteiras para o espaço comum. E neste ano ajudamos a levar o tema de Cuba para outros espaços. Uma professora, que comentava o desfile na RBS, disse que a União da Ilha da Magia inovou e abriu um horizonte que não havia, trazendo para dentro do carnaval um tema da esquerda brasileira, que ela não via problema nisso, isso é importante. E é legal perceber também como o carnaval cresceu este ano no estado, atraindo mais público, escolas mais fortes, mais bonitas. E este carnaval consagrou o enredo que homenageia o povo cubano.

Vocês seguirão com temas políticos para o próximo carnaval?

Somos uma escola nova que não tem os vícios das escolas antigas, o que nos permite inovar. Mas ainda faremos um planejamento para 2012. Claro que com a repercussão de Cuba podemos ir para temas políticos, mas não é certo. Temos na história de Santa Catarina vários temas políticos, como A Novembrada, a República Juliana, o Contestado. Mas não quer dizer que seguiremos só com política.


*Valmir Braz de Souza, de 48 anos, é presidente da escola de samba União da Ilha da Magia, de Florianópolis (SC), e coordenador geral do Sindsprev/SC.

Por Vinicius Mansur ao Brasil de Fato




Thirty Seconds to Mars - This is War

quarta-feira, 6 de abril de 2011


Uma videoclipe muito bom, que contém cenas que se tornaram normais, onde milhares de pessoas ao redor do mundo morrem por interesses políticos e econômicos. Dotada de uma letra para se refletir, essa música contém fortes críticas a tudo que acontece hoje, e deixa clara a mensagem de que se não acabarmos com as guerras, elas acabarão conosco.





Um aviso para as pessoas,
O bem e o mal,

Isto é uma guerra,

Para o soldado,
O civil,
O mártir,
A vítima,

Isto é uma guerra,

É o momento da verdade e o momento para mentir,
É o momento para viver e o momento para morrer,
O momento para lutar, o momento para lutar,
Para lutar, para lutar, para lutar,

Pela direita,
Pela esquerda,
Nós vamos lutar até a morte,
Até o fim da Terra,
É um admirável mundo novo,
Do último até o primeiro,

Pela direita,
Pela esquerda,
Vamos lutar até a morte,
Até o fim da Terra,
É um admirável mundo novo,
É um admirável mundo novo,

Um aviso ao profeta,
O mentiroso,
O honesto,

Isto é uma guerra,

Para o líder,
O pária,
A vítima,
O Messias,

Isto é uma guerra,

É o momento da verdade e o momento para mentir,
É o momento para viver e o momento para morrer,
O momento para lutar, o momento para lutar,
Para lutar, para lutar, para lutar,

Pela direita,
Pela esquerda,
Nós vamos lutar até a morte,
Até o fim da Terra,
É um admirável mundo novo,
Do último até o primeiro,

Pela direita,
Pela esquerda,
Nós vamos lutar até a morte,
Até o fim da Terra,
É um admirável mundo novo,
É um admirável mundo novo,
É um admirável mundo novo,

Eu acredito na luz,
Levante suas mãos para o céu,
O combate está acabado,
A guerra está ganha,
Levanta as tuas mãos em direção ao sol,
Em direção ao sol,
Em direção ao sol,
Em direção ao sol,
A guerra está ganha,

Luta Luta Luta Luta Luta (coral)

Pela direita,
Pela esquerda,
Vamos lutar até a morte,
Até o fim da Terra,
É um admirável mundo novo
Do último até o primeiro,

Pela direita,
Pela esquerda,
Vamos lutar até a morte,
Até o fim da Terra,
É um admirável mundo novo,

Um admirável mundo novo,
Um admirável mundo novo,

Um admirável mundo novo,
A guerra está ganha,
A guerra está ganha,
Um admirável mundo novo,

Eu acredito em nada, nem no fim nem no início,
Eu acredito em nada, nem na Terra nem nas estrelas,
Eu acredito em nada, nem do dia nem do escuro,
Eu acredito em nada, só no bater dos nossos corações,
Eu acredito em nada, 100 sóis até partirmos,
Eu acredito em nada, nem em Satanás nem em Deus,
Eu acredito em nada, nem na paz nem na guerra,
Eu acredito em nada, só na verdade de quem somos.

http://www.vagalume.com.br/30-seconds-to-mars/this-is-war-traducao.html#ixzz1In1TPzQt

Metrô de SP obriga usuário a descer no meio do caminho

Metrô da Linha Verde

Para evitar a lotação, os usuários adiantam ou atrasam a saída de casa ou do trabalho e o rush do metrô aumentou em 2h30


A lotação do metrô de São Paulo nos horários de pico está tornando mais frequente uma operação feita quando há superlotação nas plataformas. Para esvaziar estações cheias, passageiros são obrigados a descer em algumas paradas e o trem vazio é levado para onde existe mais demanda. Os usuários deixados no meio do caminho são forçados a aguardar a próxima composição.

A intensificação desse tipo de manobra acontece porque há cada vez mais passageiros e isso faz com que o horário de pico também dure mais tempo. Para evitar a lotação, os usuários adiantam ou atrasam a saída de casa ou do trabalho e, por isso, o rush do metrô aumentou em 2h30.

No período da manhã, das 6h30 às 9 horas, usuários da Linha 1-Azul que partem do Jabaquara, na zona sul, em direção ao Tucuruvi, na zona norte, podem ter de descer na Estação São Bento e aguardar o vagão seguinte. Na Linha 2-Verde, os trens são esvaziados na Estação Ana Rosa para prestar serviço a partir do Paraíso. À tarde, das 17 horas às 19h30, quem segue para a zona leste pode ter de saltar na Penha ou no Tatuapé e esperar o trem que vem logo atrás. Os trens esvaziados são redirecionados nos pátios de manobras e voltam para pegar passageiros nas estações mais cheias.

Na última segunda-feira, a reportagem acompanhou do Centro de Controle Operacional (CCO) do Metrô o embarque de passageiros no pico da manhã, às 7h. Em 40 minutos, quatro trens tiveram de ser redirecionados na Linha 1-Azul para dar vazão à grande demanda de passageiros na Estação Sé. No pico da tarde, na Estação Barra Funda, para cada trem que sai cheio, o seguinte, batizado pelos usuários de "trem fantasma", parte vazio.

Essas estratégias já eram usadas pelo Metrô quando a companhia registrava problemas operacionais. Elas passaram a ser mais frequentes após o aumento do horário de pico e depois que o Metrô atingiu a marca de 3,7 milhões de passageiros por dia. As informações são do Jornal da Tarde.


Fonte: Exame.com

TV Brasil exibe documentário sobre os 47 anos do golpe militar

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Para relembrar os 47 anos do golpe de Estado que instaurou o regime ditatorial militar no Brasil, a TV Brasil exibirá um documentário de 78 minutos sobre o episódio na próxima semana. O filme O Dia Que Durou 21 Anos, produzido em parceria com a produtora Pequi Filmes, será transmitido em três partes, nos dias 4, 5 e 6 de abril, sempre às 22h.

O documentário mostra os bastidores da participação dos Estados Unidos no golpe militar de 1964, por meio de documentos que durante 46 anos foram considerados sigilosos e que, pela primeira vez, serão exibidos na televisão.

Entre os depoimentos exibidos no documentário está o de Robert Bentley, assistente do então embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon. Também são mostrados trechos de conversas de Gordon com o ex-presidente dos Estados Unidos Lyndon Johnson e o ex-secretário de Defesa Robert McNamara.

Segundo a TV Brasil, o filme mostra, inclusive, que os Estados Unidos estavam preparados para intervir militarmente caso fosse necessário garantir o sucesso do golpe. Ao apoiar os militares, o objetivo do governo norte-americano era tirar o então presidente brasileiro João Goulart, por temer que o Brasil se alinhasse ao comunismo e influenciasse outros países da América Latina.

No dia 31 de março de 1964, forças militares promoveram um golpe de Estado e tiraram do poder o presidente civil João Goulart. Duas semanas depois do golpe, o primeiro dos presidentes militares, o marechal Humberto de Alencar Castello Branco, assumiu o poder.

Foi o início de um período de ditadura de 21 anos, em que se sucederam quatro presidentes militares efetivos, além de um governo provisório em que, durante 60 dias em 1969, o Brasil foi governado por uma junta militar com três componentes, um de cada Força Armada. O regime militar se encerrou em 1985, com o término do governo de João Baptista Figueiredo e o início do governo civil de José Sarney.

O Dia Que Durou 21 Anos é narrado pelo jornalista Flávio Tavares, que participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político, e que explora, por meio do filme, suas lembranças da época. O documentário é dirigido por seu filho, Camilo Tavares.

Por Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil


Festival internacional de documentários "É tudo verdade"

O festival internacional de documentários É tudo verdade chega esse ano a sua 16ª edição. Em São Paulo ele acontece entre 31 de março e 10 de abril (próximo domingo), e no Rio entre 1 e 10 de abril, e são quase 100 filmes na programação, entre mostras competitivas, especiais e retrospectivas. O DAR indica neste DDD alguns documentários que abordem de alguma forma a problemática das drogas ou dos direitos humanos de forma mais ampla, e aguardamos as opiniões dos que assistirem.

O Sicário – Quarto 164

Polêmico filme toca na questão da guerra às drogas no México a partir de uma entrevista com um suposto ex-sicário – os sicários são os capangas principais dos chamados “capos”, os líderes das organizações comerciantes de drogas no país. Realizada toda em um hotel, a entrevista aborda desde detalhes de uma tortura até estratégias de sequestro, e especula-se no México que o filme não é exibido por lá porque ninguém tem coragem de bancá-lo em cartaz – o risco de represálias é muito grande. Veja sinopse e horários de exibição aqui.

Katka

“Ao longo de 14 anos, a diretora Helena Třeštíková acompanhou a história de sua personagem, Katka. Conheceu-a quando tinha apenas 19 anos de idade, mas já carregava um histórico de quatro anos de vício em drogas. Naquele momento, procurava ajuda numa comunidade terapêutica. Nesse período, a diretora foi capaz de manter contato com a jovem, seguindo suas pistas às vezes com extrema dificuldade. Abandonando e retomando a heroína, Katka mudava constantemente de endereço e telefone. Não raro, vivia nas ruas. O filme acompanha suas descidas ao inferno da dependência química e a frenética alternância de intenções de recuperação, tentativas frustradas de cura e novas esperanças – especialmente diante de uma possível gravidez.” Veja horários de exibição aqui.

The Arbor

“Misturando documentário e ficção, a cineasta estreante Clio Barnard recupera a figura da dramaturga britânica Andrea Dunbar (1961-1990). Autora precoce, ela escreveu sobre suas experiências pessoais nas peças “The Arbor”, “Rita, Sue and Bob Too” (adaptada no filme “Rita, Sue & Bob Nu”, de Alan Clarke) e “Shirley”, nas quais abordou sexo, namorados violentos e alcoolismo – ao qual se atribui sua morte precoce, aos 29 anos. Reencontra-se no filme a voz da autora em seus personagens ficcionais e, igualmente, uma outra visão sobre ela nos depoimentos de suas filhas, Lorraine e Lisa, que têm opiniões bastante conflitantes sobre a mãe.” Veja horários de exibição aqui.

Reagan

Documentário sobre esse ex-presidente estadunidense, um dos pioneiros da Guerra às drogas em escala global, e também um de seus principais defensores. Como aponta a sinopse: “O eixo central do filme está no emparelhamento das contradições deste personagem único – um Democrata cuja família foi salva da Grande Depressão pelo New Deal de F.D. Roosevelt, que presidiu o Sindicato dos Atores dos EUA e tornou-se um Republicano aliado da desregulamentação total da economia e um cruzado feroz contra o liberalismo, cuja influência perdura em nossos dias”. Veja horários aqui.

Position Among the Stars

“Por 12 anos, o diretor Leonard Retel Helmrich veio acompanhando a vida de uma família indonésia, moradora nas favelas de Jacarta. Seguindo o rastro de uma história desdobrada nos dois premiados filmes anteriores sobre o tema, “The eye of the Day” e “Shape of the moon”, este documentário aprofunda o retrato de um cruel microcosmo, em que a corrupção, os conflitos religiosos, o vício do jogo e o abismo entre ricos e pobres continuam a semear a desigualdade e a violência.” Veja horários.

Land Of Opportunity

“O filme retrata o longo e árduo processo de reconstrução da cidade de New Orleans, devastada pelo furacão Katrina, em 2004. Acompanha-se os esforços de moradores em diversas situações, desde famílias que se dividiram, com parte de seus membros mudando-se para outras cidades, até outros que insistiram em permanecer, lutando pela reabilitação de suas comunidades. Entre os participantes deste complicado processo, em que se chocam múltiplos interesses econômicos e políticos, figuram diversos imigrantes, inclusive brasileiros.” Horários aqui.

Vale dos Esquecidos

“Conhecida na década de 70 como o “maior latifúndio do Brasil”, ocupando cerca de 1,5 milhão de hectares, a fazenda Suiá-Missu, no Mato Grosso, tornou-se palco de uma das maiores, mais demoradas e trágicas disputas por terras do país. Nascendo sobre território originalmente ocupado pelos índios Xavantes, que foram deslocados à força em meados dos anos 60, o antigo projeto agrícola passou pelas mãos de diversos proprietários, sendo até hoje alvo de inúmeras e irresolvidas disputas judiciais. O resultado é uma situação explosiva, de intensa devastação ambiental e em que vários grupos lutam por trechos da antiga fazenda: os Xavantes, que voltaram por sua conta a partir dos anos 2000; grileiros, que se apropriam à força da terra e vendem lotes que não possuem; posseiros; e fazendeiros, como o norte-americano John Carter.” Horários aqui.

You Don’t Like the Truth – 4 Days Inside Guantánamo

“Baseado em sete horas de material inédito, cuja divulgação foi recentemente liberada pela justiça do Canadá, este documentário revela trechos de um contato entre agentes secretos canadenses e um prisioneiro de Guantánamo, Omar Khadr, capturado quando ainda era menor de idade, aos 15 anos. Há oito anos mantido na temível prisão, acusado de matar um soldado norte-americano no Afeganistão, Khadr, um cidadão canadense, nunca foi condenado. Ele denuncia ter sido submetido a torturas e nunca ter recebido tratamento médico adequado, apesar de ter sido gravemente ferido por ocasião de sua prisão. Entrevistas com seus advogados, companheiros de cela e um de seus interrogadores americanos, fornecem elementos para o estabelecimento de um caso em que os conceitos de justiça e direitos humanos são postos à prova.” Horários aqui.

Aterro do Flamengo

“Uma câmera estática flagra, em tempo real, uma cena urbana, seguindo as reações de um grupo de pessoas a uma tragédia em plena rua, em espaço público. Pessoas param, olham, intervêm. Ou não percebem nada, continuando sua rotina inalterada. A espera de providências, o vai-e-vém, a curiosidade, a surpresa, a exasperação, os sons da rua, a expectativa, tudo isso entra na composição de um filme que se identifica com a onipresença e a impessoalidade de uma câmera de segurança, mas cuja intencionalidade flagra de longe mas de maneira profundamente reveladora um estado de coisas de uma grande cidade, de um país e de uma época.” Horários aqui.


Fonte: Coletivo DAR (Desentorpecendo a Razao)

Tiririca: de abestado, só o nome.

domingo, 3 de abril de 2011



Tiririca já paga resort com dinheiro público

Deputado apresentou à Câmara pedido de reembolso de R$ 660 por hospedagem em Fortaleza (CE), a 3 mil quilômetros de sua base eleitoral.


BRASÍLIA - Com apenas dois meses de mandato como deputado, o palhaço Tiririca (PR-SP), eleito por São Paulo, já usou o dinheiro da Câmara num resort em Fortaleza (CE), capital de seu Estado natal, que fica a 3 mil quilômetros de sua base eleitoral. Ele apresentou à Câmara em março o pedido de reembolso de notas fiscais de R$ 660 de hospedagem e R$ 311 de alimentação no Porto d’ Aldeia Resort, hotel que fica em meio a dunas, com piscina e vista para o mar na capital cearense.

O ato n.º 43 de 2009 da Câmara dos Deputados é claro sobre a utilização da cota parlamentar que cada deputado tem direito para efetuar despesas relacionadas com o desempenho do mandato. Por ser representante do eleitorado paulista, Tiririca recebe cerca de R$ 27 mil mensais de benefício, além do próprio salário.

Segundo a norma interna, essa verba extra deve ser "destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar".

O gerente do resort, Décio Girão, confirmou ao Estado a presença de Tiririca como hóspede há cerca de duas semanas. A diária do hotel custa, no mínimo, R$ 165 - a despesa com hospedagem ficou em R$ 660.

Noticiário da imprensa local informou que, entre 19 e 21 de março, Tiririca esteve em Fortaleza para visitar parentes.

A reportagem procurou a assessoria do deputado para saber a atividade ligada ao mandato que o levou a pedir à Câmara o reembolso dessa despesa em Fortaleza. A assessoria do parlamentar, no entanto, recusou-se a responder. Para justificar o uso do dinheiro público que custeou hospedagem e alimentação em seu Estado natal, ele precisaria ter desempenhado uma atividade política nos dias em que ficou no local. A assessoria de Tiririca apenas disse que "a conduta do parlamentar está dentro dos limites previstos às prerrogativas do mandato parlamentar. Portanto, ele não se afastou das normas legais ou das regras estipuladas".

Humoristas. Nesta sexta-feira, 1º de abril, o Estado revelou que Tiririca usa o dinheiro da Câmara para empregar humoristas do programa de televisão A Praça é Nossa. Foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini e Ivan Oliveira, com salários que podem chegar a R$ 8 mil mensais se forem somadas gratificações.

Niccolini e Oliveira moram em São Paulo e não cumprem expediente diário como servidores da Câmara, até porque Tiririca não tem escritório na capital paulista. Os dois assessores ajudaram o palhaço a fazer dois dos slogans principais da campanha eleitoral passada: "Vote no Tiririca, pior do que está não fica" e "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, não sei. Mas vote em mim que eu te conto".

O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), ironizou o fato de o deputado ter contratado dois humoristas para seu gabinete. Alencar lembrou o slogan no qual Tiririca dizia que não sabia o que fazia um parlamentar para criticar a atitude do colega. "Ele (Tiririca) está aprendendo de forma equivocada o que é a função de um parlamentar", disse o líder do PSOL.


visto no Estadão


É pra rir ou pra chorar?!

Five Finger Death Punch - No one gets left behind

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Five Finger Death punch é uma banda californiana de metal, que traz consigo letras repletas de crítica e significado. Em seu ultimo CD, War is the Answer, canções como No one Gets left behind, e Bulletproof mostram uma guerra sem finalidade, e uma sociedade facilmente alienada e corrompida.



 

2009 ·Axis of Justice by TNB